* Por Lucas Montedonio

Na direção contrária da carga imagética própria da arte pop, a expô “Antes e Depois da Imagem – Um Olhar Sobre a Abstração Geométrica no Acervo Houssein Jarouche sinaliza um olhar histórico que ultrapassa este movimento. A Galeria Houssein Jarouche dá destaque à produção de caráter construtivo e abstrato-geométrico, selecionando obras criadas entre os anos de 1960 e 1970.

Composta por 24 trabalhos de Ann Hamilton, Ed Ruscha, Frank Stella, Iran do Espírito Santo, Ivan Serpa, Judith Lauand, Luiz Zerbini, Max Bill e Rodrigo Torres, a sugestão é de pausa, silêncio e vazios.

Como conclui a curadora Luisa Duarte: “Não como sinônimos de passividade, mas como espaços abertos para um olhar e uma escuta atentos para o mundo ao nosso redor”.

Tendo surgido após o auge do expressionismo abstrato, a pop art utiliza a sociedade de consumo do pós-guerra como crítica e, por vezes, ironia. “Se nessa arte  temos uma atmosfera ruidosa, marcada por um excesso imagens, cores e referências a um universo amplo de signos que acompanham o cotidiano das cidades, a produção vista em “Antes e Depois da Imagem – Um Olhar Sobre a Abstração Geométrica no Acervo Houssein Jarouche” tem como origem o concretismo, um tipo particularmente rígido de abstração geométrica que se desenvolveu na Suíça, no meio do século 20, tendo Max Bill (1908- 1944) – presente na mostra com uma série de serigrafias – como uma de suas figuras de proa”, comenta entusiasmada a curadora.

Serviço:

Antes e Depois da Imagem – Um Olhar Sobre a Abstração Geométrica no Acervo Houssein Jarouche
Artistas: Ann Hamilton, Ed Ruscha, Frank Stella, Iran do Espírito Santo, Ivan Serpa, Judith Lauand, Luiz Zerbini, Max Bill, Rodrigo Torres
Curadoria: Luisa Duarte
Abertura: 30 de novembro de 2017, quinta-feira, às 19h
Período: de 1/12/17 a 27/1/18
Local: Galeria Houssein Jarouche – www.galeriahousseinjarouche.com
Endereço: Rua Estados Unidos, 2.205 – Jardim América – São Paulo/SP
Telefone: +55 (11) 3061-0690
Horários: Terça a sexta-feira, das 10 às 19h / Sábado, das 10 às 17h

* Nascido na cidade imperial de Petrópolis, o pianista amador ganhou o mundo ainda adolescente quando fez intercâmbio nos Estados Unidos. Nessa época sua terceira visão despertou e o moço se entregou ao budismo tibetano. Pura estratégia para dominar a vaidade interior. Estudou comissaria de bordo, mas preferiu o jornalismo e, hoje, entre retiros espirituais com rinpoches, encontros com lamas e entrevistas espevitadas, o sagitariano usa sua vocação para o tietismo como contraponto à eterna busca do santo nirvana.

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