*Por Lucas Montedonio

A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Mundial de Cultura convida para a inauguração do primeiro museu público destinado à moda no Brasil, o Museu da Moda de Belo Horizonte, o MUMO. A abertura está marcada para esta terça-feira (6/12) com a exposição =33 voltas em torno da terra – memória e raízes da indústria têxtil de Minas Gerais focada na indústria têxtil mineira. Sua relevância é fato, já que ela contribui não apenas para as economias locais, mas interfere na cultura e sociedade brasileiras como um todo.

“O valor socioeconômico cultural dessa indústria foi comprovado ao longo da sua história. O objetivo de abordarmos esse tema é trazer ao público a importância que ela teve, merecendo ser resgatada através de investimentos e do produto nacional, para que volte a ser competitiva. Ainda hoje, esse é o segundo segmento que mais emprega no país”, explica Marta Guerra, gestora do MUMO.

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Peça que compõe a exposição ‘=33 voltas em torno da terra – memória e raízes da indústria têxtil de Minas Gerais’ (Foto: Cláudio Santos / Divulgação)

O protagonista da primeira mostra do Museu Moda de Belo Horizonte será o tecido, elemento base da indústria da moda. O destaque é o algodão e a tecelagem plana. “Como o universo da indústria têxtil é muito amplo, resolvemos fazer um recorte focando o algodão. Estamos usando parte do acervo da Cedro Têxtil e do Museu de Artes e Ofícios – MAO, que foram emprestados para a montagem”, explica o curador da exposição, professor Antônio Fernando Batista Santos, doutor em Artes Visuais e coordenador do curso de Design de Moda da Fumec.

A responsável pela pesquisa foi a historiadora Doia Freire e projeto expográfico é do arquiteto Alexandre Rousset. Sabendo utilizar-se de toda esta informação e assimilando-a, o conhecimento decorrido desta experiência promete resultar em um experiência inestimável e enriquecedora. Antônio Fernando Batista Santos, Fumec, Doia Freire, Alexandre Rousset

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Algodão é destaque na expo ‘=33 voltas em torno da terra – memória e raízes da indústria têxtil de Minas Gerais’ (Foto: Cláudio Santos / Divulgação)

Marta Guerra​ ressalta: “Acredito que o MUMO será um lugar de discussões, pesquisa e conhecimento, que terá em seu cerne a​ liberdade, criatividade, sustentabilidade ​e o livre acesso como bases essenciais para uma nova ordem social, construída com solidariedade e cooperação, ​não somente para a comunidade da moda, mas para toda a população de Belo Horizonte”. Em época de capitalização extrema, este ideal por si só prova-se muito louvável.

Já para o presidente da Fundação Municipal de Cultura Leônidas de Oliveira “um museu moderno de moda deve falar do acervo e da vanguarda, e sua força para o setor faz parte dessa política – guardar, proteger, divulgar e fomentar os novos profissionais da área, que têm no amparo da cultura um lugar essencial para a pesquisa e desenvolvimento da moda, além dos negócios”. É com muita alegria que factualmente enxergamos as infinitas possibilidades deste macroprojeto de incentivar a indústria criativa, com muito espaço para ser apreciada.

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Uma comissão para a criação do museu foi formada por profissionais e colaboradores diversos da sociedade civil que se uniram para elaborar o plano museológico, planejamento estratégico no qual consta sua missão, visão, valores, além de programas e metas (Foto: Ricardo Lag / Divulgação)

Serviço:

Museu Moda de Belo Horizonte – MUMO

Exposição: ‘=33 voltas em torno da terra – memória e raízes da indústria têxtil de Minas Gerais’

Período: de 6 de dezembro/2016 a 30 de maio/2017

Local: Rua da Bahia, 1149 – Centro – Belo Horizonte

Entrada franca

* Nascido na cidade imperial de Petrópolis, o pianista amador ganhou o mundo ainda adolescente quando fez intercâmbio nos Estados Unidos. Nessa época sua terceira visão despertou e o moço se entregou ao budismo tibetano. Pura estratégia para dominar a vaidade interior. Estudou comissaria de bordo, mas preferiu o jornalismo e, hoje, entre retiros espirituais com rinpoches, encontros com lamas e entrevistas espevitadas, o sagitariano usa sua vocação para o tietismo como contraponto à eterna busca do santo nirvana.

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