Nos anos 1970, Juarez Machado seguia os passos de Salvador Dalí e transformava a arte em veículo para a autocelebração. Trazido do Paraná ao Rio pela turma de O Pasquim, trabalhou no Jornal do Brasil, coordenou a cenografia da linha de shows da TV Globo e, mais famoso do que nunca, teve por oito anos quadro fixo na programação do Fantástico“, indo na direção de gente que juntava no mesmo balaio performance e artes visuais, como o mímico Marcel Marceau, e fazia do mundo um palco, tipo Andy Warhol.

Juarez Machado estrela gag visual para o "Fantástico": artista une artes plásticas e performance teatral nas vinhetas que faziam parte da programação (Foto: Reprodução)

Juarez Machado estrela gag visual para o “Fantástico”: nos anos 1970, artista unia artes plásticas e performance teatral nas vinhetas que faziam parte da programação da revisa eletrônica (Foto: Reprodução)

Depois, aos poucos ele foi saindo da ribalta e restringindo sua persona ao fechado universo das belas artes, abdicando do posto de celebridade e morando alternadamente em Nova York, Londres, Paris e até Veneza, cidades onde sempre montava ateliê. Agora, a Galeria Dom Quixote, no Rio, apresenta “Um passeio pelo mundo de Juarez Machado” – a maior exposição já realizada de Juarez no país, com 160 trabalhos do pintor, entre eles uma série inédita composta por 24 quadros.

Juarez Machado: de celebridade da TV nos anos 1970 a artista consagrado no exterior (Foto: Reprodução)

Juarez Machado: de celebridade da TV brasileira nos anos 1970 a artista consagrado no exterior (Foto: Reprodução)

"Passeio a Beira-Mar em Dois Tempos": óleo sobre tela é uma das obras expostas na mostra carioca (Foto: Divulgação)

“Passeio a Beira-Mar em Dois Tempos”: óleo sobre tela é uma das obras expostas na mostra carioca (Foto: Divulgação)

"Canto do Violoncelo": colorido ímpar do artista é celebrado na exposição que começa nessa quinta-feira no Rio (Foto: Divulgação)

“Canto do Violoncelo”: colorido ímpar do artista é celebrado na exposição que começa nessa quinta-feira no Rio (Foto: Divulgação)

Com bom reconhecimento no exterior, Juarez faz parte do time de talentos brazucas que são mais reverenciados fora do país do que em terra natal. Aos 74 anos, ele tem obras expostas em vários museus, sempre com o colorido ímpar que atraiu a atenção do cineasta Jean-Pierre Jeunet, que se inspirou no pintor para criar a direção de arte de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” (Le Fabuleux destin d’Amélie Poulain, 2001, com Audrey Tatou). Há trinta anos morando na Cidade Luz, Juarez Machado é proprietário de um prédio no romântico Montmartre, um ateliê centenário que já abrigou artistas consagrados.

Quadros de Juarez Machado: imaginário visual do artista inpsirou a concepção estética do longa-metragem "O Fabuloso destino de Amélie Poulain" (Fotos: Reprodução)

Quadros de Juarez Machado: imaginário visual do artista inpsirou a concepção estética do longa-metragem “O Fabuloso destino de Amélie Poulain” (Fotos: Reprodução)

"Amélie Poulain": o diretor Jean-Pierre Jeunet usou a atmosfera lúdico-cromática de Machado como fonte de pesquisa para a direção de arte do filme (Foto: Divulgação)

“Amélie Poulain”: diretor Jean-Pierre Jeunet usou a atmosfera lúdico-cromática de Machado como fonte de pesquisa para a direção de arte do filme (Foto: Divulgação)

Serviço:

Um passeio pelo mundo de Juarez Machado

De 12/11 a 6/12

Galeria Dom Quixote

Casa Shopping

Av. Ayrton Senna, 2150 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – RJ

Telefones: (21) 2108-6480 / (21) 2108-6481

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