Bianca Gibbon sempre capricha nos temas e campanhas de coleção. Muitas vezes, são peças inspiradas por lugares ao redor do globo, como agora: dessa vez, sua bússola globetrotter embarca rumo ao bairro parisiense de Saint-Germain-des-Prés, aquele mesmo dos intelectuais, que impressiona até hoje fashionistas com as histórias daquela turma pensante que frequentava cafés como o Les Deux Magots.

A designer não gosta de fazer por menos: além de se inspirar no charmoso arrondissement para criar seu inverno, ela lançou por lá, no emblemático Cafe de Flore, onde reuniu uma turma bacanuda de mulheres. Entre elas, a influenciadora do FHits Helena Lunardelli que, dizem, caiu de amores pela alfaitaria da label carioca.

Batizada de Promenade St. Germain, a coleção mescla rock e boêmia naquela levada que as francesas amam desde a época em que os existencialistas se encantavam com o molejo anárquico de expoentes do rockabilly, como Bill Haley e seus cometas. O filme polonês “Guerra Fria“, candidato ao Oscar de ‘Melhor Filme Estrangeiro’, em cartaz, retrata bem isso.  Vá dar um confere rápido para entender melhor a coleção da moça.

 

Bianca abusa do couro em jaquetas perfectos e na cartela de cores, predominada pelo preto, vermelho e cinza, quebrados por aquele azul clarinho que anda dando expediente na moda. Mais existencialista, impossível. Tudo em peças lisas ou na vibe atual do animal print, listras, xadrezes e poás. São vestidos fluidos longos e midis, alguns com print de miguê – a flor preferida de Christian Dior. Sim, o new look dava as cartas nessa época revisitada pela BG.

Como contraponto ao rock, a alfaiataria comparece em tailleurs de tweed, maxi-coletes e de ternos oversizeds, arrematados pelo tricô surge em pools de gola rolê, maxi-cardigãs, calças e saias mídis. Uma homenagem à estilista francesa Sonia Rykiel que a usa da era existencialista, Juliette Gréco amaria!

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