Sophia Loren? Gina LollobrigidaMonica Vitti? Claudia Cardinale? Pouco importa qual diva do cinema italiano Deborah Secco emulou no Baile do Copa. A perfeita caracterização da atriz, rainha do mais luxuoso badalo de carnaval do Brasil, impressionou a todos na abertura do festejo momesco dos ricos. Seu charme, beleza e modelito foram ponto pacífico. Não houve sequer um folião, brasileiro, italiano ou de qualquer outro lugar do globo que não tenha se rendido  à sua beleza, digna de estrelar um longa dirigido por Vittorio de Sicca, Bernardo Bertolucci, Lucchino Visconti, Federico Fellini, Mario Monicelli ou qualquer outro baluarte da Sétima Arte na península itálica, entre 1945 e os setenta.

Sophia Loren tropical: Deborah Secco foi fundo na representação das divas do cinema italiano que eclodiram no pós-guerra. Sua fêmea calorosa no Baile do Copa foi a exata tradução dos espécies femininos que surgiram a partir de “Roma, cidade proibida” ( ), de Robero Rosselini, na eseira do Neo Realismo Ialiano (Foto: Miguel Sá / Divulgação)

Guerra dos peitos no Rio

Marca maior do cinemão de meados dos forties ao início dos sixties, as estrelas voluptuosas de seios fartos e cinturinha de vespa  pulularam pelas telas, seduzindo o público na ficção e na vida. A 2ª Guerra mal havia acabado e o mundo precisava ser repovoado. Saíra então de cena o biotipo esguio e lânguido das gélidas vênus platinadas art déco, como Jean Harlow e Marlene Dietrich, dando vez à nova moda das fêmeas carnudas, artífices do desejo, das torrentes de paixão. Sua característica mais chamativa: o busto proeminente. A cada hora surgia uma nova deusa com peitos cada vez maiores, prontos tanto para amamentar a prole quanto para receber o beijo dos amantes pleno de desejo. A partir de Roma como epicentro, esse biotipo conquistou o planeta, virou febre. E a imprensa, ávida por explorar a imagem desses símbolos sexuais, tratou logo de chamar o duelo dessas divas pelo amor das plateias de a guerra dos peitos. No noite do último sábado, Deborah Secco fez jus a essa categoria de mulher que toou o undo de assalto a partir do sucesso de “Roma, cidade aberta” (1945), de Roberto Rosselini.

Com direito a tiras fetichistas, fio dental e joias de R$ 1,5 milhão de reais, o look de Deborah Secco no Baile do Copa foi inspirado no longa “Matrimônio à italiana” (1964) (Foto: Miguel Sá / Divulgação)

Sharon Stone pode ter morrido de inveja! Rainha do Baile do Copa, Deborah Secco não ficou nada a dever à performer da mais famosa cruzada de pernas de Hollywood (Foto: Miguel Sá / Divulgação)

Sorria e acena! Após ser coroada por Andrea Natal no Baile do Copa, Deborah Secco põe de lado momentaneamente a diva italiana para envergar a pelagem de vedete da folia (Foto: Miguel Sá / Divulgação)

O beauty artist das estrelas Ale de Souza foi o responsável pelo visagismo de Deborah Secco no Baile do Copa (Foto: Miguel Sá / Divulgação)

Star System: Deborah Secco recebeu de Isis Valverde a faixa de Rainha do Baile do Copacabana Palace (Foto: Miguel Sá / Divulgação)

Ela é um espetáculo!

Andrea Natal é puro showbizz. Além da presença cinematográfica que arremata a mão firme na condução do dia a dia no Copa, a diretora geral acumula, no physique du rôle e na atuação, a performance necessária para tocar o business do mais emblemático hotel de luxo da América do Sul. Figura de proa na vida social do Copacabana Palace e do Rio (leia mais aqui), ela sabe transformar a vida em glam, adicionando diversas camadas de função à sua persona. Como sempre, La Bella Andrea recebeu todos com aquele charme que somente poucas mulheres detém. Com look capotante, ela abdicou das cores da bandeira italiana, assumiu o azul al mare, circulou pelos salões, capitalizou atenções, sorriu, lacrou. Confira!

Divante! É tipo musical da 20th Century Fox nos anos 1940: Andrea Natal posa entre os dançarinos do Dolce Carnevale no deslumbrante look technicolor! (Foto: Miguel Sá / Divulgação)

Mãe dedicada: nem toda a responsabilidade à frente do Copa é suficiente para Andrea Natal negligenciar seus compromissos familiares. Ela sabe conciliar os papeis. Ao lado do filho Louis, que mora com a executiva num charmosíssimo apartamento no anexo do hotel, ela posa para os paparazzi. Detalhe: repare nas unhas azul pavão da mesma cor do vestido. Luxo! (Foto: Miguel Sá / Divulgação)

Catwalk da folia: no red carpet do badalo, Andrea Natal incorpora a destaque da Sapucaí ao lado da sereia do Copa e dos músicos! (Foto: Miguel Sá / Divulgação)

Sambista apaixonada: é mesmo muita emoção! Andrea beija a bandeira do Balanço da Zona Sul! (Foto: Miguel Sá / Divulgação)

“O Baile do Copa é uma festa aguardada o ano todo e traduz muito bem a energia da data. Todos estão felizes, dançando e se divertindo com fantasias maravilhosas, pensadas exclusivamente para a ocasião”, conta Andréa, emocionada com o resultado. “No ano passado, falamos das tradições ciganas com o tema Gipsy Folie. Já tivemos temas relacionados ao Japão, China, África, Espanha e Grécia. Este ano, falamos da Itália, país que dispensa qualquer apresentação, adorado por pessoas dos quatro cantos do mundo. Presenteamos turistas e cariocas com uma grande celebração à moda italiana”, completou.

Décor

Mais uma vez, o filho de imigrantes italianos Mario Borriello foi a cabeça criativa por traz da decoração do Baile. O carnavalesco e cenógrafo recriou várias regiões da Itália, da Sicília ao Piemonte, e os mercados de peixe de Siracusa dominaram o espaço gastronômico do agito, que contou com as criações culinárias do chef de banquetes do hotel Luiz Guilherme Cirino. Delícia!

O ápice da ambientação do baile foi a esfuziante reprodução do carnaval de Veneza no Golden Room (Foto: Miguel Sá / Divulgação)

Cabrochas venezianas: o grupo de caricatas organizado pelo coreógrafo Roberto Lima e pelos bailarinos-atores Francisco de Souza Reis e Maciel Tavares, da Cia. do Humor, alegrou o público. Ele contou com a presença no elenco do coreógrafo André Vagon, crítico de espetáculo e colaborador do site, e teve a mão, no visual, da Scena Lúdica, braço de produção do ÁS (Foto: Miguel Sá / Divulgação)

Pérola negra do cenário do teatro musical brasileiro, Késia Estácio, que recentemente brilhou em “Elza“, animou o público com seu repertório eclético pleno de suíngue na varanda do Copacabana Palace, cuja decoração celebrava o Renascimento (Foto: Miguel Sá / Divulgação)

Mais uma vez, um instigante mix de bem-nascidos, bon vivants, celebridades, artistas, estilistas, designers, famosos, outros nem tanto, intelectuais, hóspedes, turistas, sambistas, starlets e até wannabes em busca do dolce far niente flanaram pelos salões do hotel carioca. Confira!

Os promoters

Eles fazem a festa e também são o badalo. Puro glacê. Ou seriam cereja do bolo? Profissionais responsáveis pelas listas vips de tantos agitos, eles são presença garantida no Baile do Copa. De Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho, que tocam a relação de celebs que circulam pelos salões do evento às louras  do tchan levadas da breca Nina Kauffmann e Marcia Veríssimo, passando pela simpatia de Ricardo Lowndes, eles são o que há.

Trinca de ases: Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho posam ao lado do cantor Tony Nogueira, promessa do showbizz em 2019 (Foto: Miguel Sá / Divulgação)

Rosa da Calábria: Nina Kauffmann combina listras e flores no Baile do Copa. No look, cabeça Orlando Almeida, vestido Patricia Bonaldi e acessórios Rosana Bernardes (Foto: Miguel Sá / Divulgação)

À esquerda, Marcia Veríssimo divide exuberância com o casal-maravilha Giovanna Prioli e Rodrigo Raposo (Foto: Miguel Sá / Divulgação)

Show de elegância: O porte é de William Holden com Gregory Peck. Ricardo Lowndes Dale (à dir.) sorri para a câmera ao lado do fashion designer Heckel Verri (à esq.)  (Foto: Miguel Sá / Divulgação)

Rubras rosas!

Elas apostaram no vermelho da bandeira italiana para brilhar no Baile do Copa. No final, acabaram deixando os salões em ebulição!

Renata Kuerten e Beto Senna no Baile do Copa (Foto: Miguel Sá / Divulgação)

Monique Alfradique  no Baile do Copa (Foto: Miguel Sá / Divulgação)

Antonia Fontenelle no Baile do Copa  (Foto: Miguel Sá / Divulgação)

Honey boys

 Eles colorem qualquer bochicho! Indispensável, a turma alegre também marcou presença no badalo. Não importa o estilo, nem o lifestyle, é o seu colorido que confere diversidade ao Baile. Veja abaixo!

André Ramos e Gabriel Monteiro de Castro no Baile do Copa (Foto: Miguel Sá / Divulgação)

Thomaz Azulay e Patrick Döering no Baile do Copa (Foto: Miguel Sá / Divulgação)

Thomaz Azulay e Patrick Döering compareceram ao Baile do Copa com uma turma bacanuda de modernos que renovou o elenco do agito (Foto: Miguel Sá / Divulgação)

Visagista de Brasília, Carlinhos Beauty dá o close ao lado de Rosemary no Baile do Copa (Foto: Miguel Sá / Divulgação)

Exótico a dar com o pau, o stylist e diretor criativo Leo Belicha joga o shade no Baile do Copa, ao lado de Elia (Foto: Miguel Sá / Divulgação)

Denis Silva e Daniel Wagner investem em dose dupla no Baile do Copa (Foto: Miguel Sá / Divulgação)

Coehinho da Playboy: o stylist Alê Duprat ladeia o amigo fotógrafo, o italiano Claudio Carpi no Baile do Copa (Foto: Miguel Sá / Divulgação)

Barbada: não se sabe os nomes, mas a dupla de amigos do peito preferiu imergir no terreno seguro da Itália dos césares (Foto: Miguel Sá / Divulgação)

Boquinha da garrafa al pesto: a nova geração de foliões invade o Baile do Copa disposta a fazer do agito o pancadão (Foto: Miguel Sá / Divulgação)

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