* Por Lucas Montedonio

Nas palavras da artista plástica Beth Turkieniez, “suas obras na mostra Ao Quadrado” são pura construção vs. desconstrução num jogo em que o xeque-mate se dá ao final do trabalho”. A expô da série de criações, composta por trabalhos em medidas múltiplas entre si, começa nesta quinta-feira (23/11) na Mônica Filgueiras Galeria, em São Paulo.

Parte do conceito consiste em apresentar obras no formato quadricular: telas “mutáveis” que podem ser desmembradas e, aleatoriamente, dar origem a outra composição, desconstruindo o grande quadrado.

Expô “Ao Quadradro”, de Beth Turkieniez, que começa nesta quinta na Mônica Filgueiras Galeria (Foto: Divulgação)

As pesquisas das artistas foram desenvolvidas nos campos da linguagem visual bi e tridimensional, e as cores utilizadas são preparadas artesanalmente com pigmentos indianos, em resultado que explora tons de baixa intensidade e opacidade. “As obras vão em série numa trajetória onde as palavras são desnecessárias…”, filosofa Turkieniez, desinteressando-se pelas palavras, mas ainda assim tentando fazer uso delas para tentar exprimir verbalmente o que cria. A mostra pretende estabelecer o diálogo entre as cores, intensidades e superfícies, num contínuo deslocamento das peças enquanto formação e finalização.

Serviço:

Exposição: “Ao Quadrado
Artista: Beth Turkieniez
Abertura: 23 de novembro 2017, quinta-feira, das 19 às 22h
Período: 24 de novembro a 20 de dezembro 2017
Local: Monica Filgueiras Galeria – Rua Bela Cintra 1.533 – São Paulo
Tel.: 11 30825292
Horários: Segunda a sexta-feira, das 10h30 às 19h / Sábado, das 10h30 às 14h30

* Nascido na cidade imperial de Petrópolis, o pianista amador ganhou o mundo ainda adolescente quando fez intercâmbio nos Estados Unidos. Nessa época sua terceira visão despertou e o moço se entregou ao budismo tibetano. Pura estratégia para dominar a vaidade interior. Estudou comissaria de bordo, mas preferiu o jornalismo e, hoje, entre retiros espirituais com rinpoches, encontros com lamas e entrevistas espevitadas, o sagitariano usa sua vocação para o tietismo como contraponto à eterna busca do santo nirvana.

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