*Por Guilherme Junqueira Foti

Com nove marcas brasileiras de responsa e algumas se apresentando internacionalmente pela primeira vez, a ES-fashion  – consultoria para marcas sustentáveis – participa desde terça-feira (4/7) da concorrida Ethical Fashion Show Berlin, que vai até amanhã (6/7) em meio à badalada Semana de Moda de Berlim. Segundo a assessoria, a ES-fashion consultoria é pioneira em expor marcas brasileiras de moda sustentável em outro país.

Altamente criteriosa em relação à questões como ética e à sustentabilidade, a EFSB conta com uma lista rigorosa de requisitos para que seja possível participar do evento, garantindo ao público a qualidade dos expositores, assim como todos os produtos e profissionais envolvidos no projeto. Traduzindo, não entra fast fashion com preço bom a custo de mão de obra escrava na Ásia, entre outras coisas.

A Nayara Costa Brand é uma marca de underwear produzidas com malha de seda orgânica. Do Paraná para o Mundo, seus produtos carregam estilo e sensualidade. (Foto: Divulgação)

O espaço da empresa conta com as brands Brisa Slow Fashion, Dalutex Pura, Elef Shoes, Envido, Nayara Costa Brand, Manacá Estúdio, Movin, Trópicca e Vintax by Dressper. Da-lhe, Brasil!

A feira exibe o conceito street e casual wear produzidos de forma responsável com o meio ambiente, permitindo que novas marcas apresentem seus conceitos perante o mercado internacional.

Com calçados e acessórios produzidos no tear manual, a Trópicca se tornou uma empresa colaborativa junto aos artesãos de Carmo do Rio Claro, interior de Minas Gerais (Foto: Divulgação)

Com sua alfaiataria focada no consumo consciente e no feito a mão, a Brisa Slow Fashion, de Porto Alegre, trabalha com tecidos orgânicos, naturais e de baixo impacto ambiental, com tingimentos naturais e técnicas manuais (Foto: Divulgação)

A Elef Shoes, de Novo Hamburgo, sul do Brasil, produz calçados autênticos e responsáveis e, quando se trata de moda, a marca entende que consciência é criar novas peças para suprir a necessidade e desejo do ser humano, mas sem comprometer os aspectos físicos e naturais do planeta. Todos os modelos são feitos em quantidades limitadas com materiais específicos, mantendo o modelo de negócio Slow Fashion e duradouro (Foto: Divulgação)

Com mais de 35 anos no mercado e constante investimento em pesquisa, inovação, tecnologia, capacitação e aperfeiçoamento de produção, a paulistana de Sorocaba Dalutex está entre as mais importantes indústrias têxteis do país, deixando marca indelével na história, enquanto cria tendências para a moda brasileira e latina (Foto: Divulgação)

Em Porto Alegre, a funcionalidade e contexto são os pilares da Envido, que faz moda feminina com design minimalista, tecidos reciclados, orgânicos e biodegradáveis (Foto: Divulgação)

O Manacá Estúdio de São Paulo é especializado em estamparia, fornecendo toda uma sorte de desenhos, formas e cores, sem prejudicar o meio ambiente em seu processo de produção e distribuição (Foto: Divulgação)

Na carioca Movin a pegada é a moda atemporal, básica e moderna, feita com materiais reaproveitados, alternativos e sustentáveis (Foto: Divulgação)

Tecidos reaproveitados são usados nas gravatas e acessórios da Vintax by Dressper, de Porto Alegre, que tem seus produtos fechados artesanal e manualmente (Foto: Divulgação)

“Para as marcas brasileiras, esta é a oportunidade de mostrar seus designs criativos e responsáveis para um público que valoriza a preservação do planeta e busca a elevação das questões culturais tradicionais em harmonia com a natureza”, menciona a gaúcha Alice Beyer Schuch, sócia da ES. Tipo “alemoa do Sul”, a loura ganhou sua primeira máquina de costura aos sete anos e não parou mais. É mestre em Sustentabilidade na Moda (ESMOD Berlim) e bacharel em Fashion Design (SDC/Itália).

 

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