Anote esse nome: Tony Nogueira. O rapaz é pura mitologia grega: tem pinta de Apolo, cara de Narciso, altura de Adônis, porte de Jasão. E, ainda por cima, é talento. Do tipo que faz sucesso porque funciona como um antigo herói de poema de Homero, e não porque é apenas mais um rostinho bonito pronto para estampar a Caras. Por isso, escreva o nome no caderninho, digite no ipad (ou pergaminho, já que ÁS está imprimindo estatura clássica ao moço) e guarde bem na sua memória cyberpunk.

Tony Nogueira veste camiseta UMA e calça Osklen, ambas para Dona Coisa, e tênis Melissa, em styling do ÁS (Foto: Daniel Benassi)

Expoente dessa novíssima de geração que anda surgindo na cena musical, o artista, 23 anos e 1,84 m, começa a fazer um sucesso digno dos deuses. Afinal, ao lado do vozeirão grave capaz de estremecer o Olimpo, ele sabe usar o carão para seduzir. Do palco, ele se transforma em uma espécie de medusa de calças, petrificando o público com seu olhar 43. “Perigo, perigo, perigo”, como dizia o robô de uma antiga série sci-fi da tv.

Tony Nogueira veste camiseta UMA e calça Osklen, ambas para Dona Coisa, e tênis Melissa, em styling do ÁS (Foto: Daniel Benassi)

E ainda atua: acaba de entrar para o elenco da nova temporada de “Malhação“, “Malhação: toda forma de amar“, que estreia dia 16 de abril. O papel? O antagonista do mocinho vivido por Pedro Novaes, filho de Letícia Spiller e Marcelo Novaes. “Filipe [Pedro] namora a Martinha [Beatriz Damini], mas vai se envolver com a Rita [Alanis Gillen]. No meio desse triângulo, a Marta vai me usar para fazer o Filipe estrebuchar de ciúme”, revela o ator-cantor sobre a nova trama de Emanuel Jacobina com direção de Adriano Melo. Se ÁS fosse o Filipe, cortava os pulsos. Ou contratava a milícia para dar cabo do concorrente…

Tony Nogueira veste camisa Drazzo, bermuda Von der Volke e mocassins, em styling do ÁS (Foto: Daniel Benassi)

Seria apenas a típica de história “Marta que ama Pedro, que ama Rita, etc…”, não fossem dois aspectos: Pedro ser filho de quem ele é, além de contar com a beleza de gato-garoto menino do Rio, e Tony dispor a seu favor daquele conjunto de características, na estatura artística e no physique du rôle, que fizeram os astros do Actors Studio engolirem a velha guarda do cinema americano no pós-guerra. Gente do calibre de Paul [Newman], Marlon [Brando], Montgomery [Clift]. Sim, Tony migra da mitologia greco-romana para a hollywoodiana com desenvoltura.

Tony Nogueira veste moletom Bransk, em styling do ÁS (Foto: Daniel Benassi)

Esse encontro com a interpretação não é acaso de quem quer ganhar o pão no gogó. Apesar de ter começado a estudar piano aos sete e violão, guitarra e baixo a partir dos nove, Tony curte se virar nos oito. Se rolasse um quinteto de cordas, ia fazer os cinco. Já compôs mais de 20 músicas e, estimulado pela mãe terapeuta e o pai engenheiro agrônomo, desde a infância em Ribeirão Preto, fez aula de canto, integrou a banda Herdeiros do Brasil e ainda embarcou na vibe do teatro.

Acabou indo para São Paulo estudar jornalismo, e entrou para a Escola de Teatro de Wolf Maia na pauliceia. Para se soltar. Tomou gosto pela coisa, mas a faculdade não virou sete fora. Terminou nota dez. A jornada intensa, entretanto, não impediu de ser descoberto quando despontava no musical “Relaxa que é sexo“, do próprio Wolf. Não dá para relaxar, né, amor?

Tony Nogueira veste jaqueta Forever 21, jeans Convicto e tênis para Ronaldo Fraga, em styling do ÁS (Foto: Daniel Benassi)

No palco, Tony não é chegado a firulas. Vai na contramão dos arroubos da Geração Z, de gente que acredita que palco é comício. Seu lance não é usar turbante e saia para dizer que é não binário, nem é capaz de pegar para cristo expoente da MPB para polemizar à sua custa e, assim, ampliar sua base de fãs nas mídias sociais. Tony é classudo. Se movimenta no show com parcimônia, é econômico no gestual. Prefere abusar dos olhos de lince, do sorriso de quem nasceu bon chic bon genre.

Tony Nogueira veste camiseta UMA para Dona Coisa, em styling do ÁS (Foto: Daniel Benassi)

Mas que fique bem claro: ele não abre mão de certa lascívia latente, sem escancarar. Basta conferir o louro cantando, por exemplo, “Sonífera Ilha“, sucesso inaugural dos Titãs, ou “Olhos de Mangá“, que dá nome ao show que está rodando o Brasil, dirigido por Luís Felipe de Lima. Dá frisson. É do tipo que se esperaria que usasse pólo da Ralph Lauren, mas, na hora ága, aparece com um coturno da Doc Martens para dar uma quebrada no básico. Não é heavy metal, é suave. Contudo, o coturno é semiótica para mostrar que é heavy duty.

Tony Nogueira veste jaqueta V.Rom (acervo de produção) sobre t-shirt Hering, em styling do ÁS (Foto; Daniel Benassi)

Confia na sua levada, no microfone, da mesma forma que acredita na sua pegada. Que pegada! Aliás, ele não abre muito o jogo acerca das suas conquistas amorosas, mas dá a dica quando fala de si próprio, como um Narciso. De leve. “Beleza ajuda, mas pode atrapalhar também”. “E você passa o rodo?”, pergunta ÁS. O deuso sorri: “Hahaha, não é assim. Tem que ter conteúdo”, responde quase insinuando que, se rolar química, pega a Frida Kahlo, pouco importa a taturana. Sei. John Travolta que perdoe, mas quem é Manero é Tony.

Tony Nogueira veste camiseta UMA e calça Osklen, ambas para Dona Coisa, em styling do ÁS (Foto: Daniel Benassi)

Onde encontrar:

Bransk www.bransk.com.br

Convicto www.convicto.com.br

Dona Coisa (21) 2249-2336

Forever 21 (21) 2303-7058

Hering (21) 3873-4893 www.hering.com.br

Ronaldo Fraga (31) 2555-4056 www.ronaldofraga.com

Von Der Volke www.vondervolkestore.com.br

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