*Por Lucas Montedonio

Vanguarda da boemia lisboeta, os portugueses Nuno e Salvador Almeida, pai e filho, são conhecidos por seus restaurantes em Lisboa e no quadrado de Trancoso-BA. Fazem sucesso os embutidos, croquetes, bolinhos, pastéis, entre outras delicinhas de agradar o estômago e dar nó na cabeça de tão boas. Agora, a casa surge com um cozido cozido português especial, servido aos domingos, preparado com farinheira, morcela e salsicha portuguesa entre as opções de carnes (R$80 – para uma pessoa; R$130 para duas pessoas).

O comando gastronômico do El Gordo continua nas mãos do chef Mahamad Atiqum Rahaman, de Bangladesh, que trabalha com o Nuno há 18 anos e caprichou no cozido.

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Negócio de família: carta de vinhos do El Gordo com mais de 200 rótulos e mais de tapas 90 no cardápio entre favas guisadas, chorizos mistos, curry de goa de frango e cordeiro (Foto: Camilla Maia / Reprodução)

Mas as novidades são várias e não param por aqui. Todas as quartas-feiras, a casa recebe o músico Maurício Pessoa para uma apresentação ao vivo. E engana-se quem imagina que o moço vai atacar de fado. No repertório,samba e MPB. Não há cobrança de couvert artístico.

Em tempo: a filial carioca do El Gordo está localizada no Leblon e possui decoração divertida com uma infinidade de objetos e good vibes do acervo pessoal da dupla de proprietários, composta por pôsteres, recortes de times de futebol portugueses e memorabilia de personalidades lusas como Luís de Camões, Carmen Miranda e Amália Rodrigues, não esquecendo dos tradicionais presuntos pata negra pendurados, ora pois!

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Postura de Jobim e cara de Chico Buarque: Mauricio Pessoa traz música aos ouvidos dos famintos por cultura brasileira e culinária portuguesa que frequentam o El Gordo do Leblon às quarta-feiras (Foto: Divulgação)

Serviço:

El Gordo
Endereço: Av. General San Martin 1219 – Leblon
Horário de funcionamento: De terça a sábado, de 17h às 2h. Domingo de 15h às 23h
Tel.: (21) 3079-9581 / C.c: todos. C.d: todos

* Nascido na cidade imperial de Petrópolis, o pianista amador ganhou o mundo ainda adolescente quando fez intercâmbio nos Estados Unidos. Nessa época sua terceira visão despertou e o moço se entregou ao budismo tibetano. Pura estratégia para dominar a vaidade interior. Estudou comissaria de bordo, mas preferiu o jornalismo e, hoje, entre retiros espirituais com rinpoches, encontros com lamas e entrevistas espevitadas, o sagitariano usa sua vocação para o tietismo como contraponto à eterna busca do santo nirvana.

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