Maior evento de moda autoral do país, o Dragão Fashion Brasil, realizado anualmente em Fortaleza no mês de maio ainda traz como atrativo a descentralização do setor do eixo Rio-São Paulo-Belo Horizonte, abrindo espaço igualmente para talentos do Oiapoque ao Chuí. Aqui, a convergência se dá no quesito criatividade, pouco importando o selo de origem.

Nesta edição 2018, foi mais que nunca possível polarizar os 38 fashion shows entre aqueles que optaram, por alguma forma, acentuar os aspectos artesanais da moda nacional, impregnando as coleções com técnicas manuais, como a renda, renovadas pelo estilo up to date e os que enveredaram pelo caminho da modernidade, sem necessariamente se ater a nenhuma tradição regional, pelo menos na maioria das peças.

Confira abaixo essa leva de criadores cujas criações, sem deixar de ser brasileiríssimas ou lidar com narrativas só nossas, enquadram-se na vertente mais contemporânea da moda. São cidadãos do mundo, que poderiam estar em qualquer lugar do planeta, exceto por um borogodó único, pessoal e intransferível que, apesar do fluxo cosmopolita, acaba entregando sua origem. No bom sentido.

O retorno dos anos 1980 acabou sendo um elo de ligação das coleções, embora um ou outro opte pelo minimalismo noventinha como fio condutor, nem que seja de relance, como a D’Aura.

A esses jovens criadores, nem sempre de idade, quase sempre por cabeça, somam-se o cearense Weider Silveiro, radicado em São Paulo, e o piauense que fincou os pés  na capital do Ceará, Brayann Ivanovick, da Ivanovick, cujos trabalhos merecem nessa edição um destaque à parte.

André Sampaio cresce a cada temporada. Dessa vez, o designer opta por uma coleção bafônica, com jogos de texturas e cores fortes versus o brilho do lurex. Motoqueiras sexies, com aroma sixties, fetichistas, num diálogo que, se não chega necessariamente a esbarrar num Courrèges, tangencia Castelbajac em coleção dos anos 1990. Qual o problema? São talvez homenagens, talvez reflexo de memórias arraigadas ou somente algo que está no ar. Não se sabe, mas decerto não se trata em momento algum de cópia, ao contrário! É boa coleção, ainda que bastante conceitual, do tipo que precisa ser vista numa passarela em tempos de mesmice. Esquisitice da boa.

Vale mencionar a parceria nos capacetes com o artista Emanuel Oliveira e com a Dipoli nos óculos de sol.

André Sampaio no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Renata Braga e Claudio Pedroso / Divulgação)

André Sampaio no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Renata Braga e Claudio Pedroso / Divulgação)

André Sampaio no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

André Sampaio no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

André Sampaio no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

André Sampaio no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

André Sampaio no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

André Sampaio no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Estreando na passarela do evento, Herculano Marques partiu do retrato de Marilyn Monroe pintado por Andy Warhol para criar sua coleção. Daí os tons fortes bem oitentistas arrematados pelo preto. Um exemplar genuíno da pop art que prometia nos cadernos criados pelos birôs de tendência e que acabou não rolando, na prática, no circuitão Elizabeth Arden, exceto por uns prints de boquinhas e olhos aqui e acolá.

Herculano Marques no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Renata Braga e Claudio Pedroso / Divulgação)

Herculano faz boa coleção, meio eighties, meio final dos 2000, por isso talvez algumas referências que tragam outra loura que não MM, Lady Gaga, com suas mangas presunto volumosas – que também aludem ao famoso look vermelho e rosa da blondie master das telas em Os homens preferem as louras – e estranhezas como alças largas armadas que avançam para cima além dos ombros. Nesse delicioso encontro de Just Dance com Diamonds are girl’s best friends,  é coleção com cinturas marcadas, no shape e nos cintos, onde prevalecem organza, tafetá e bengalini, tecidos ótimos para armar.

Herculano Marques no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Renata Braga e Claudio Pedroso / Divulgação)

Herculano Marques no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Herculano Marques no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Herculano Marques no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Rebeca Sampaio é outra que se apresentou dentro de um repertório repleto de oitentices. Boas oitentices, diga-se de passagem. A partir do mote de uma londrina de férias pelo Brasil, ela vai dos terrosos às cores fortes sujinhas em peças que celebram a união da alfaiataria com o couro, sublinhadas por acessórios em palha como chapeus,  bolsas e cintos largões, da Matulao.  O resultado confere à coleção aquele ar de passeio pelo jardim, típico de inglês circulando pela tropicália. ÁS amou os arremates das argolas de madeira em alças e cinturas.

Rebeca Sampaio no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Rebeca Sampaio no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Rebeca Sampaio no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Rebeca Sampaio no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Rebeca Sampaio no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

D’Aura é outro que estreiou no line up do DFB. Ao contrário da maioria dos seus pares, a marca investe no minimalismo noventinha, foge do colorido para cair no P&B, aposta na moda cerebral em arroubos japonistas à la Yamamoto, do tipo que gente boa como a mineira Sonia Pinto e a carioca Beira amam de carteirinha.

D’Aura no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Renata Braga e Claudio Pedroso / Divulgação)

Okay, é roupa ampla para gente que não pretende entender sexismos de Anittas e Ludmillas, para a turma que crê na elegância da tricoline, da sarja de viscose e das malhas tecno. Roupa para bem-nascido ou para quem sabe se aculturar, se divertindo de longe com o batuque, ou entrando no clima sem perder a majestade da inteligentsia, como Pierre Verger. Daí a inspiração da coleção no filósofo Gilles Deleuze. Ora, todo mundo sabe que, lá no fundo, no fundo mesmo, filósofo curte para valer um bafaozão geral. Mas a casca está ali, chiquetona, enfatizando a massa cefálica…

D’Aura no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Renata Braga e Claudio Pedroso / Divulgação)

D’Aura no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

D’Aura no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

D’Aura no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Ao contrário do novato minimal D’Aura, Lindebergue Fernandes vem para causar. Ele quer o over! Mas não ache que o veterano cearense, de Maracanaú, é bagunça! O moço sabe mostrar a que veio, lida bem com conceitos. Grosso modo, toda semana de moda autoral tem o Walério Araújo que merece, e Lindebergue exige lacrar. Exótico é pouco, e Lili é bom no que faz. Dessa vez, ele se irrompe contra a ditadura do belo e aproveita para convidar o Coletivo As Travestidas para envergar algumas peças. O resultado? Deu no que deu: com direito a todos os corpos possíveis, um manifesto na catwalk, claro!

Lindebergue Fernandes no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Renata Braga e Claudio Pedroso / Divulgação)

Entre plásticos e linhos há espaço para metalizados, jeans clarinhos com impressões de mensagens. Ah, e as vestes nude com genitálias em traços minimalistas; se não for para vender, vai render boas-imagens protesto!

Lindebergue Fernandes no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Renata Braga e Claudio Pedroso / Divulgação)

Lindebergue Fernandes no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Lindebergue Fernandes no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Lindebergue Fernandes no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Lindebergue Fernandes no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Lindebergue Fernandes no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Lindebergue Fernandes no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Entre o rústico sem acabamento no off-white e as cores quentes, Saldanha embarca na onda do encontro entre o surfe e a alfaiataria para reforçar seu estilo balneário urbanoide. As soluções, tanto de arremate das peças quanto das montagens de styling são boas, plenas de ambiência solar, despojadas. É roupa para quem ama a atmosfera praiana, mas não pretende ficar na mesmice do déjà vu, preferindo apostar no novo.

Saldanha no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Renata Braga e Claudio Pedroso / Divulgação)

As costuras grossas aparentes, os franzidos que surgem a o partir de elásticos nas barras, o uso de cadarços, recortes assimétricos  e as amarrações  com múltiplos cintos listrados fazendo as vezes de obis se encarregam de acentuar o fresh, quebrando a caretice que o surfwear convencional se tornou. Ah, e as tattoos dos modelos masculinos são importantes, praticamente virando estampas-extensão dos looks. Boa sacada!

Saldanha no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Renata Braga e Claudio Pedroso / Divulgação)

Saldanha no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Saldanha no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Saldanha no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Saldanha no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Saldanha no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Saldanha no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Saldanha no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Wagner Kallieno costuma se dividir entre a alfaiataria e os looks mais bafônicos. Em geral, ele curte uma mulher empoderada e agora mergulha nos anos 1990 para trazer para os dias de hoje sua power femme fatale.

Com cartela seca – uma de suas marcas, dessa vez preto, branco, bege, vermelho e verde limão – e highlights de metalizado, o potiguar abusa de peles fake, animal prints, vinis plastificados, peças esportivas como maxi suéteres e o toque militares, entre outras referências do corolário noventista para eles e elas, numa apresentação correta na qual fica evidente que a modelagem, um ponto incerto desde suas performances no Fashion Rio e SPFW, cresceu. Valeu!

Wagner Kallieno no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Renata Braga e Claudio Pedroso / Divulgação)

Wagner Kallieno no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Renata Braga e Claudio Pedroso / Divulgação)

Wagner Kallieno no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Wagner Kallieno no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Wagner Kallieno no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Wagner Kallieno no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Wagner Kallieno no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Wagner Kallieno no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Wagner Kallieno no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Ela vai da monocromia ao colorblocking; das gamas fortes às pastel, passando pelos terrosos. No segmento “mulherão”, a minimalista Tanden oferece um fino cardápio de alfaiataria em peças lisas, assimetria e nada de estampa. É roupa moderna feita em São Paulo para aquelas clientes seguras de si, esse é o perfil de cliente que a grife idealiza, empoderando sem levantar bandeira,simplesmente sendo.

Nos acessórios, parcerias bacanudas como os brincos da LOOL, os calçados da Arezzo e as bolsas com ágatas aplicadas, da Vongaw, que deixaram ÁS salivando tipo cachorro em experimento científico de Pavlov.

Tanden no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Renata Braga e Claudio Pedroso / Divulgação)

Tanden no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Renata Braga e Claudio Pedroso / Divulgação)

Tanden no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Renata Braga e Claudio Pedroso / Divulgação)

Tanden no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Renata Braga e Claudio Pedroso / Divulgação)

Tanden no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Renata Braga e Claudio Pedroso / Divulgação)

Tanden no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Tanden no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Tanden no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Tanden no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Tanden no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Tanden no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Aos 34 anos, João Paulo Guedes já se tornou expoente no DFB. Radicado em Toronto, o estilista agora veio com novidade: inseriu uma linha feminina em meio à masculina. Ele pinta e borda com listras, transparências, mantém o neoprene – material que costuma prezar -, se diverte com telados e aposta em pied-de-poules e xadrezinhos que fazem as vezes do príncipe de gales que anda na moda, substituindo-o com louvor em peças de sobreposição com levada agênero. E ainda acende os neutros e azuis com peças em vermelho plastificado, acentuando sua pegada urbana. Para fazer sucesso em qualquer grande metrópole do planeta fashion. Quero tudo!

João Paulo Guedes no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Renata Braga e Claudio Pedroso / Divulgação)

João Paulo Guedes no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Renata Braga e Claudio Pedroso / Divulgação)

João Paulo Guedes no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

João Paulo Guedes no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

João Paulo Guedes no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

João Paulo Guedes no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Outro destaque no menswear do Dragão é o franzino David Lee, natural de Fortaleza, que vira gigante quando põe suas criações na passarela. É um monstro do estilo! A partir da pensata sobre a vulnerabilidade do homem, ele imerge no colorblocking e na pop art, mais uma vez impressionando ÁS nessa coleção que inclui pitadas de underwear  nos looks esportivos.

David Lee no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Renata Braga e Claudio Pedroso / Divulgação)

David Lee no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Renata Braga e Claudio Pedroso / Divulgação)

David Lee no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Renata Braga e Claudio Pedroso / Divulgação)

Em levada artsy, Iury Costa mostrou coleção inspirada pela obra do artista plásticos Sérvulo Esmeraldo, morto ano passado em Fortaleza. O escultor, pintor, ilustrador e gravurista natural de Crato e que morou em Paris ficou conhecido pelo rigor da geometria construtivista, e o designer procurou trazer isso para a coleção.

Iury Costa no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Renata Braga e Claudio Pedroso / Divulgação)

Assim como Sérvulo, o trabalho de Iury é cosmopolita, e isso fica evidente na ponte que este tenta estabelecer entre ambas as obras: do uso do jeans desfiado às formas gráficas, tudo em cores com os nomes de tintas automotivas que o primeiro usava –  Verde Místico, o Amarelo Interlagos, o Vermelho Nobre, o Preto Cinza.

Em tempo: as estampinhas geométricas acabaram imprimindo um ar oitentista à coleção, com resultado que esbarra no new wave. Boa ideia!

Iury Costa no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Renata Braga e Claudio Pedroso / Divulgação)

Iury Costa no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Iury Costa no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Iury Costa no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Iury Costa no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Iury Costa no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Em sua primeira coleção, Johnson Cavalcante se posiciona no limite entre o folclórico e o moderno, desenvolvendo looks a partir de um guerreiro alagoano. Fitas, rendas e outros elementos étnicos ganham contornos gráficos estilizados, às vezes mais como componentes de styling para reforçar brilhos, listras e transparências em cores intensas. Mais Glauber Rocha, impossível! Detalhe: os brincos e chapeus também são criação do moço.

Johnson Cavalcante no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Renata Braga e Claudio Pedroso / Divulgação)

Johnson Cavalcante no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Renata Braga e Claudio Pedroso / Divulgação)

Johnson Cavalcante no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Renata Braga e Claudio Pedroso / Divulgação)

Johnson Cavalcante no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Renata Braga e Claudio Pedroso / Divulgação)

Johnson Cavalcante no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Johnson Cavalcante no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Johnson Cavalcante no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Flee é moda-praia de responsa. Foge de padrões, sabe ser moderna e elegante sem cair na cilada que tantas grifes enveredam, que é tentar imitar ou superar o estilo único da minimalista Lenny Niemeyer. Ou de embarcar em tropicalidades, como já fazem tão bem Água de Coco ou Blue Man, cada uma na sua praia, ou ainda partir para um caminho gatinha ou lolita, tipo Salinas. De uma forma geral, as labels de beachwear no Brasil tentam seguir alguns desses caminhos de sucesso, perdendo a chance de serem originais. E a Flee conseguiu transpor esses limites.

Flee no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Renata Braga e Claudio Pedroso / Divulgação)

Entre a praia e o pós-praia, a marca cearense propõe o resgate do amor-próprio, o olhar no espelho. E esse tema não poderia ser mais adequado para uma marca que pretende ser ela mesma. Assimetrias, babados, recortes, laçadas e listras enviesadas são recursos usados de forma ímpar para alcançar essa individualidade no estilo!  E as estampas localizadas em traços se aproximam de um recurso que Lino Villaventura e Apartamento 03, cada qual no seu quadrado, souberam usar tão bem na SPFW.

Flee no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Renata Braga e Claudio Pedroso / Divulgação)

Flee no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Flee no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Flee no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Flee no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Flee no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Flee no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Flee no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Flee no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Flee no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Elo Collab

Elo Collab no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Renata Braga e Claudio Pedroso / Divulgação)

Elo Collab no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Renata Braga e Claudio Pedroso / Divulgação)

Elo Collab no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Elo Collab no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Elo Collab no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

Elo Collab no Dragão Fashion Brasil 2018 (Foto: Nicolas Gondim / Divulgação)

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