*Por Lucas Montedonio

Depois de causar no Baile do Vogue esta semana com seu make penetrante e turbante a la Erikah Baduh, a esfuziante Luiza Possi lançou clipe inédito na rede, nesta sexta-feira (29/1), para aumentar mais ainda a expectativa do lançamento de seu novo disco, “LP”, previsto para março. Composta pelo paraense Jaloo, a canção Insight  fala sobre um assunto agridoce conhecido por todos: o amor. “Esta é uma composição que tem humor e mostra esse meu outro lado”, afirma a moça com a certeza de que acertou no alvo – “pela primeira vez consegui uma canção que tem a minha cara”, alega.

LP 2

A cantora confessa que se sentia cobrada pelos fãs: “Diziam que a maioria das minhas músicas era densa, sóbria. Mas esta é diferente, tem a minha levada na vida”, garante. A produção do clipe tem direção de Thiago Teitelroit, que evocou uma atmosfera sensual e misteriosa de um cabaré. Em cenas magneticamente provocantes, surge a protagonista em um figurino inicialmente masculinizado (como seria de se esperar de uma dominatrix bafônica de um inferninho no período entreguerras), sugerindo a androginia como ponto de partida para Luiza Possi revelar sua faceta metamorfósica.

Luiza Possi Baile da Vogue 2016

Africana do babado: Luiza Possi incorpora a Rainha de Sabá em versão Vanish para o Baile da Vogue (Foto: Reprodução)

Com acabamento altamente artístico, as imagens têm o poder de produzir reação imediata em quem as assiste. Destaque para a loura rodeada por cinco drag queens que se esmeram na interpretação, trajando vestidinhos shimmy, bem 1920, a década apelidada de “Jazz Age”. Vale reparar o desfile de carões arrasantes durante a coreografia.

LP CP

“Dá um close que eu estraçalho”: Luiza Possi assume porção Marlene Dietrich no clipe “Insight”, ao lado de cinco transformistas do babado (Foto: Divulgação)

Confira abaixo o clipe (Divulgação):

* Nascido na cidade imperial de Petrópolis, o pianista amador ganhou o mundo ainda adolescente quando fez intercâmbio nos Estados Unidos. Nessa época sua terceira visão despertou e o moço se entregou ao budismo tibetano. Pura estratégia para dominar a vaidade interior. Estudou comissaria de bordo, mas preferiu o jornalismo e, hoje, entre retiros espirituais com rinpoches, encontros com lamas e entrevistas espevitadas, o sagitariano usa sua vocação para o tietismo como contraponto à eterna busca do santo nirvana.

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