Com seu histórico de calor e ambiente praiano, o Rio nunca primou pela formalidade no vestuário masculino, pelo menos a partir da revolução de costumes que varreu os sixties. Basta rememorar o final dos anos 1970, quando a desconstrução da moda consagrou grifes que se tornaram emblemas do homem casual, como a Richards e a Oliver. Nesta 3ª edição do Veste Rio que termina no domingo (30/4), marcas que respiram frescor seguem este caminho ainda válido quase 40 anos depois. Expoentes da turma millennial, Handred, de André Namitala, e a The Paradise, de Thomaz Azulay e Patrick Döering, permanecem coerentes na busca de um público que consome moda, prima pelo conforto e abdica das modelagens estruturadas que aprisionam o corpo.

Handred na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

A Handred continua dando sequência aos experimentos mostrados no último Veste Rio e na Casa de Criadores, turbinando matérias naturais como linho, algodão e seda com modelagens fluidas. Looks inspirados em robes e roupões de banho permanecem, assim como as camisas e calças oversized, as túnicas largonas. E, antes que algum candidato a hater se apresse em dizer que a marca anda se repetindo, não, apenas trata-se de um rumo que ainda vale ser explorado por mais algum tempo.

Agora, o pano de fundo traz um quê orientalista, conforme rege a moda atual: uma levada mística, com prints de cogumelos e flores do cipó de Ayahuasca, se encarrega de trazer para a Amazônia essa transcendência normalmente associada à Índia, imaginário primordial neste tipo de look.

Handred na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Handred na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Handred na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Handred na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Handred na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Handred na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Handred na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Handred na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Handred na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Handred na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Ainda apresentada como novo talento, mas completamente madura, a The Paradise é outra que envereda por rumos já conhecidos do público, exalando coerência. Tanto no feminino quanto na linha masculina, seu produto exuberante pode ser reconhecido a anos-luz e distância, mérito e tanto para uma marca tão jovem. Numa era na qual estilos se amalgamam, essa pureza é uma benção.

Pensando em um hotel que une a frivolidade do século 19 (no melhor espírito dândi capaz de causar frisson em Oscar Wilde) e nos irreverentes twenties, as montagens trazem para eles florais sobre fundo preto que são puro deleite.

The Paradise na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Já a Blue Man brinda o público masculino com um desdobramento da coleção feminina, com as araras coloridas em estampinhas corridas que iluminam o fundo preto. E, se o tropical na sai nunca de moda neste patropi, a Água de Coco investe no eterno mote dos coqueiros. Nada de novo no front, mas não se trata de repetição, e sim de apostar num clássico para não derrapar em tempos de vacas magras.

Blue Man na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Água de Coco na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

 

Deixe seu comentário

Seu email não será publicado.