A Farm está mesmo a mil. Temporada virando e a grife manda ver em várias direções, todas conectadas. ÁS fez um apanhado das coisas bacanas que estão rolando, a maioria delas tendo em comum o resgate e o orgulho da brasilidade, algo tão essencial nesse momento em que o país vive. Para começar, a coleção de inverno, O coração é o Norte“, celebra essa região do país inserindo o artesanato indígena nas araras, com nome de duplo sentido: afinal, se deixar nortear pelo coração também tem a ver com o espírito da label, que sabe estabelecer um vínculo emocional com a sua cliente.

O coração do Norte é grande: nova coleção da Farm que tem a cultura amazônica como tema ganha contornos de responsabilidade social com ações que visam promover a visibilidade nacional aos índios e fomentar seu crescimento através de royalties destinados ao ISA (Foto: Divulgação)

A grife já tinha dado o gostinho daquilo que vem por aí ao lançar, às vésperas do carnaval, botou na praça uma coleção-cápsula que trazia o tecnobrega para o olho do furação, mesclando elementos dessa cultura paraense com o colorido paetizado, metalizado e gliterizado da Festa de Momo, com Marcos Maderito e Keila Gentil, da Gang do Eletro, como garotos-propaganda: Sereia Elétrica misturou a aparelhagem com a folia num resultado que  por um lado é pura estética nortista, por outro a cara que quem pretendeu se aventurar por blocos e bailes, como rosas metálicos, costelas de adão, tucanos e boquinhas faceiras.

Sereísmo eletrizante: o tecnobrega paraense ganhou as ruas nos bloquinhos do carnaval carioca. Só faltou Gaby Amarantos encontrar o Monobloco… (Foto: Divulgação)

Esse appetizer serviu para mostrar o quanto o outono da marca aponta sua bússola para essa parte tão exótica quanto sincera do Brasil. Esse clima etnopop amazônico, contudo, não veio a passeio. Kátia Barros firmou parceria esperta com o ISA – Instituto Sócio Ambiental, organização que atua há 24 anos regional, nacional e globalmente para defender povos indígenas, comunidades tradicionais, direitos humanos e o patrimônio cultural, valorizando a diversidade socioambiental do país.

Inverno da Farm; miçangas Yawanawa, estampas desenvolvidas com os Waurá, tudo para trazer a cultura indígena para a taba fashion urbanoide da grife (Foto: Divulgação)

Através da campanha #MenosPreconceitoMaisÍndio, a marca carioca entrou de cabeça na cultura indígena, estabeleceu uma linha de ação com a participação de artesãs locais, desenvolveu miçangas junto às mulheres da tribo Yawanawa para serem  para serem aplicadas em roupas, acessórios e mochilas, criou estampas capazes de fazer jaguatirica rodopiar, estilizou fauna e flora, brincou com tipologias pintadas à mão dos barquinhos, fez o diabo, ou melhor, o caipora. E destinou 8% de royalties para fomentar essas culturas.

Colares e chokers de miçanga da Farm harmonizam com os metalizados em foil das peças de roupa, mesclando etnia e tecnologia (Foto: Divulgação)

Cada peça dessa cepa vem com tag específico que celebra essa empreitada, em formato de folha, trazendo um pedacinho das tribos amazônicas para a moda, de forma responsável e sem cair na balela de argumentos levianos como “apropriação cultural” e outras bobagens que gente desocupada volta e meia ama apregoar na internet, sem entender que o mundo contemporâneo é puro hibridismo.

Barquinho vai, barquinho vem: equipe de estilo da Farm pesquisou fundo a cultura amazônica e transmutou tudo em moda perfeita para difundir os aspectos sociais da região dentre a turma descolada que consome a marca (Foto: Divulgação)

“Nesta coleção, fomos além da roupa, trouxemos uma moda cheia de causa e significado. Falar da Amazônia é falar de como podemos contribuir pra proteção da nossa biodiversidade, dos nossos povos indígenas e das ricas expressões culturais que atravessam o norte do país – da Ilha do Marajó às aldeias Yawanawa no Acre”, mandou ver a cacique da tribo Farm Kátia Barros, só faltando envergar um cocar em riste.

Brincadeira gostosa: maxi brincos de grampos de cabelo aludem à are plumária amazônica na nova coleção da Farm (Foto: Divulgação)

Para fechar, a brand selecionou lojas-âncora do Rio e São Paulo para introduzir, em parceria com a Samsung e a Vivo, óculos de realidade virtual que permitirão os clientes imergirem 360º num curta de sete minutos que traz para o asfalto a aldeia Waurá, no Parque Indígena do Xingú, no Mato Grosso, em coprodução do Isa com a Academia de Filmes dirigida por Tadeu Jungle (quer sobrenome melhor?) e locução de Fernanda Torres. O filmete mostra o cotidiano dessa cultura e alerta para a questão do fogo sem controle.

Confira abaixo o curta-metragem “Fogo na floresta” (Divulgação):  

Design gráfico sabor urucum: bodies da Farm ganham silks com tipologia extraída das embarcações que servem às populações ribeirinhas da Amazônia (Foto: Divulgação)

Mas o açaí fashion da Farm não para por aí: a marca lança também a coleção Menina do Rio. O que é isso? Não é o Norte? Ah, a grife é do Rio… Bom, simples: nessa vibe de explorar o Brasil, a equipe de estilo mergulhou no Rio Tapajós se voltando nesse pré-outono para a chita bacana: dançou um carimbó espertíssimo e lançou uma versão dessa estampa com cinco fundos diferentes, apostando na camisaria arrematada pelo macaquinho quadradinho. Para completar, as peças com aplicações artensanais e a renda fogosa usada sem forro!

 

Ai, que chita bacana! Prints exclusivos que têm a famosa estampa floral estabelecem a ponte brejeiro-urbana na linha “Menina do Rio”, que chega nas lojas dia 6 de março e é o próximo desdobramento da coleção “O coração é o Norte”, da Farm (Foto: Divulgação)

E, como esse ano a gente vai ter carnaval duas vezes por conta da Copa do Mundo, aplicações de número dez, a presença de abacaxis é Carioca e menções ao Rio de Janeiro dão goleada nesta minicoleção. ÁS já viu a coleção em primeira mão e quer os guarda-chuvas marotos com cabos espertíssimos. Espere e verá!

Serviço:

http://www.farmrio.com.br/adorofarm

https://www.instagram.com/adorofarm/

https://www.facebook.com/adorofarm/

Para conhecer o ISA:

https://www.socioambiental.org/pt-br

https://www.facebook.com/institutosocioambiental

https://www.instagram.com/socioambiental/

 

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