* Por Lucas Montedonio

Expô que tradicionalmente encerra a programação anual do Museu de Arte Sacra de São Paulo, começa neste sábado a exibir presépios de diferentes origens, procedências, épocas, materiais e estilos. Montada a partir de peças do acervo do museu, a proposta curatorial de Sergio Zobaran envolve o olhar para o futuro, representado pela tema “Esperança”. By the way, tema essencial hoje em dia, sobretudo no Brasil. 

Entre jornalistas, arquitetos e designers de interiores, 25 convidados participam da arte religiosa que perdura por séculos, simbolizando o nascimento de Jesus em 24 obras.   

A versão de Maria Augusta deriva de aniagem e data 1969 com procedência de Belo Horizonte (Foto: Divulgação)

Ao unir convidados com diferentes crenças, histórias e tradições, um traço de extrema delicadeza permeia a mostra, recriando informações emotivas em presépios que são verdadeiras obras de arte. Em exibição, peças de nacionalidades e épocas distintas, feitas em diferentes materiais como argila, madeira, papel, tecido, barro cozido, aniagem e outros. 

Foi um trabalho de equipe que envolveu, por um mês, cerca de cinquenta pessoas, entre a diretoria do museu, seus museólogos e técnicos, a assessoria de comunicação e empresas apoiadoras, além dos padrinhos envolvidos“, comenta Zobaran.

Feito de madeira policromada, presépio espanhol de autor desconhecido é do século XVIII e faz parte de “Esperança” no MAS/SP (Foto: Divulgação)

Cada convidado foi solicitado a descrever, através de palavras, sensações que carregassem o significado desta palavra tão condizente com a data natalícia, e com nossos anseios humanos:  esperança.

O que recebemos de volta deste grupo de pessoas amigas que aderiram à nossa causa, independentemente de suas crenças, foi coerente: através delas, e de seus pensamentos e textos, constatamos que a esperança está mesmo intimamente ligada à família, ao amor e a fé não importa a religião professada. Neste sentido queremos a sua atenção para cada um dos presépios em exposição, pois neles estão contidas todas as nossas esperanças“, conclui o curador.  

Entre os convidados estão: Adriana Bianchi, Ana Maria Vieira Santos, Arnaldo Danemberg, Artur de Andrade, Beth Santos, Cecilia Neves, Cecilia TomanikDeny Barbosa, Eliana Sanches, Eva Bichucher, Helena Pacheco Fernandes, Helô Botelho Caparica, Juliana Vasconcellos, Lavinia Aires, Luciana Gianella, Luciano Dalla Marta, Maria di Pace, Maximiliano Crovato, Olivia Vianna, Paula de Lima Azevedo, Rita Valladares, Sofia Souza Aranha, Suzana Schermann, Tuza Cury Ugo di Pace.

De autor desconhecido, esta versão do século XX veio de Paris e é feito de gesso policromado e madeira (Foto: Divulgação)

Nadir Dias de Figueiredo criou o “Presépio 2001” através de latão, ferro fundido, alumínio e cobre (Foto: Divulgação)

Vindo de Aparecida do Norte, Chico Santeiro usou pita, madeira e papel para esta criação (Foto: Divulgação

Serragem, seda e palha de arroz são os materiais que constituem o presépio japonês, vindo de Tóquio. Autor Desconhecido. (Foto: Divulgação)

Serviço:

Exposição: Esperança” 
Curadoria: Sergio Zobaran
Abertura: 2 de dezembro de 2017, sábado, às 11h
Período: 3 de dezembro de 2017 a 6 de janeiro de 2018
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo – www.museuartesacra.org.br
Endereço: Avenida Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo (ao lado da estação Tiradentes do Metrô) 
Tel.: 11 3326-5393 – agendamento / educativo para visitas monitoradas 
Horário: de terça-feira a domingo, das 9 às 17h (bilheteria das 9 às 16h30) 
Ingresso: R$ 6,00 (estudantes e idosos pagam meia); grátis aos sábados  

* Nascido na cidade imperial de Petrópolis, o pianista amador ganhou o mundo ainda adolescente quando fez intercâmbio nos Estados Unidos. Nessa época sua terceira visão despertou e o moço se entregou ao budismo tibetano. Pura estratégia para dominar a vaidade interior. Estudou comissaria de bordo, mas preferiu o jornalismo e, hoje, entre retiros espirituais com rinpoches, encontros com lamas e entrevistas espevitadas, o sagitariano usa sua vocação para o tietismo como contraponto à eterna busca do santo nirvana.

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