Já ouviu falar em Sou Fujimoto? Antes que pareça um mote desses que vira moda na internet, tipo #mexeucomumamexeucomtodas ou #somostodosjuizes, ÁS se apressa em avisar que se trata do nome de um arquiteto japa badalado. Super talento, o moço então recém-formado pela Universidade de Tóquio recusou, em meados dos anos 1990, trabalhar para uma das maiores empresas do ramo no país para enveredar por projetos autorais. Até hoje, ele realiza expressivas obras de cunho pessoal no seu próprio ateliê, Sou Fujimoto Architects, fundado em 2000. Coisa de Geração Y.

Em seu ateliê, Sou Fujimoto brinca de “cubo mágico” na hora de conceber suas criações arquitetônicas tão geniais quanto simplistas. Coisa de japonês! (Foto: Reprodução)

A delirante biblioteca da Universidade de Arte Musashino, a oeste de Tóquio, é um dos projetos mais cultuados de Sou Fujimoto e também tem boa parte da sua estrutura construída em madeira, matéria-prima pela qual o arquiteto nutre verdadeira paixão (Foto: Divulgação)

Tipo um mix de “trepa-trepa” com “pega-vareta” gigante: os brinquedos retrô parecem mesmo ter inspirado Sou Fujimoto na concepção da Serpentine Galleries, encravada no Kensington Gardens, na capital londrina (Foto: Divulgação)

Confira o filme de James Aiken que percorre este pavilhão criado por Sou Fujimoto (Reprodução):  

O projeto dos edifícios em madeira na região de  Euratlantique, no entorno de Bordeaux (França), foi concebido em parceria com Laisné Roussel e prevê 199 apartamentos, devendo ser edificado num amplo plano-piloto de 800 mil m2. A ideia faz parte da turbinada que pretende transformar a cidade numa metrópole de ponta na Europa, a partir da conexão com Paris através de um trem de alta velocidade (Foto: Reprodução)

Em 2014, Fujimoto apresentou no Jardim das Tulherias, em Paris, uma proposta de habitação nômade feita com cubos de alumínio, durante Feira de Arte FIAC. A instalação “Many Small Cubes” é seu primeiro projeto na capital francesa e foi curado pela galeria de arte Philippe Gravier com o objetivo de aproximar a arquitetura da natureza (Foto: Reprodução)

Em seu portfolio, criações bacanudas como a biblioteca e galeria da Universidade de Arte de Musashino, em Kodaira, e o Pavilhão das Serpentine Galleries, em Londres,  estão ao lado de projetos particulares, como a Casa H (Tóquio), e a Casa N (Oita), duas pérolas da arquitetura residencial urbana.

Como um Lego: joia rara de Sou Fujimoto na capital japonesa, a Casa H é uma moradia em forma de cubo modulada e construída em madeira (Foto: Divulgação)

O interior da Casa H estabelece uma relação direta entre a estrutura da fachada e os diversos componentes internos que formam o mobiliário, num projeto de Sou Fujimoto que privilegia a iluminação natural (Foto: Divulgação)

Com enfase no minimalismo das formas e na cor branca, a Casa N,  em Oita, é um projeto residencial arrojado de Sou Fujimoto que valoriza a percepção visual através dos diferentes pontos de fuga da visão. Lembra um pouco, numa versão do típico “bem-estar dos comerciais de TV da Molico”, a ideia que se tem da modernidade ambiental das cápsulas espaciais (Foto: Divulgação)

Vista aérea da Casa H reforça a concepção futurista clean, mas extremamente elegante e sem excessos, que emana dos trabalhos do arquiteto Sou Fujimoto (Foto: Divulgação)

Pois bem, todo esse blablablá é para dizer que a coleção inverno da Mara Mac se inspira no trabalho do rapaz, já reverenciado aos 41 anos como grande. É sabido que Mara MacDowell ama de carteirinha o design minimalista e há quem diga que a estilista rodopia de prazer com esse tipo de criatividade cool da mesma forma que o coiote do Pernalonga uivaria diante de uma loura voluptuosa.

Inverno 17 da Mara Mac: referência aos blocos minimalistas recorrentes na arquitetura de Sou Fujimoto comparece nas áreas de azul e branco que dividem a superfície das mesas e interage no look (Foto: Divulgação)

A predominância da luz, através do branco, é outro ponto de interseção entre a nova coleção de Mara Mac e a obra do arquiteto Sou Fujimoto (Foto: Divulgação)

Na coleção Andarilhos Urbanos“, a grife mostra mais uma vez a excelência de um fashion design que flerta com a arquitetura através da construção em looks ao mesmo tempo estruturados e fluidos, construtivos e sobrepostos. A inspiração, além de Fujimoto, é no olhar dos viajantes errantes em sua busca pelo autoconhecimento. Bem Mara…

A nova coleção de Mara Mac não é a única empreitada na qual a moda flertou com o talento de Sou Fujimoto. A grife suíça Akris apresentou na passarela da Semana de Moda de Paris uma primavera verão 16 com peças que evocavam, no desenvolvimento dos tecidos,  o imaginário arquitetônico do japonês, como esta camisa cujos vazados lembram o topo da Casa da Música Húngara, que integra um conjunto de museus em Budapeste (Fotos: Reprodução)

Deixe seu comentário

Seu email não será publicado.