Em determinado momento do filme, a pérfida Marquesa de Merteuil (Glenn Close) maliciosamente alerta aquela que se considera sua amiga, a manipulável Madame de Volanges (Swoosie Kurtz): “I have reasons to believe that your daughter has dangerous liaisons with the young professor” (Eu tenho razões para acreditar que sua filha tem ligações perigosas com o jovem professor). A tola nem desconfia de que está sendo conduzida a uma cilada, assim como sua doce Cécile (Uma Thurman) foi empurrada no mesmo ardil para os braços do musicista, o inocente Cavalheiro Danceny (Keanu Reeves), com propósito de vingança. Esta cena resume o nível de maquinações entre os personagens na versão mais famosa de Ligações Perigosas” (Les liaisons dangereuses), o clássico da literatura francesa que caiu novamente na boca do grande público em 1988 pelas mãos do diretor britânico Stephen Frears e que estreou nesta segunda-feira (4/1) na TV Globo sob a forma de uma minissérie inédita de dez capítulos.

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Rococó com o tempero over dos anos oitenta: na adaptação mais conhecida, “Ligações Perigosas” (1988) trouxe a lascívia de John Malkovich e o maquiavelismo natural do semblante de Glenn Close para o olho do furacão (Foto: Divulgação)

O fato por si só é peculiar. Afinal, a emissora não costuma adaptar autores de língua estrangeira em sua teledramaturgia, mas o sucesso nos últimos tempos de tramas carregadas de alto teor erótico exibidas logo na virada do ano – O Canto da Sereia“, “Amores Roubados“, “Felizes para sempre? –  abriu espaço para esta migração da história de poder e sedução passada na corte de Luiz XVI para a fictícia cidade de Vila Nova em plena década de 1920, roteirizada por Manuela Dias, sob a direção de Vinícius Coimbra e estrelada por Patricia Pillar, Selton Mello, Marjorie Estiano e grande elenco.

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Selton Mello e Patricia Pillar em cena de “Ligações Perigosas” como as novas encarnações do Visconde de Valmont e da Marquesa de Merteuil: nova atração da Globo aposta no clima de liberalidade dos anos 1920 para situar a trama de sexo e vingança (Foto: Divulgação)

Esta transposição da obra de Pierre Ambroise-François Choderlos de Laclos (1741-1803) – ou simplesmente Choderlos de Laclos – para os anos loucos não poderia ser mais oportuna. Afinal, tanto o período rococó francês quanto aquele espremido entre a Primeira e a Segunda Guerra Mundial foram pródigos em libertinagem, enquanto entre eles prevalece a caretice do romantismo forjado no alvorecer de uma nova era, que culminou nas fases vitoriana e eduardina, quando mijar fora do penico podia ser crime levado às últimas consequências.

Laclos não enaltece a liberalidade de sua época. Ao contrário, ele a critica pintando um retrato grotesco da nobreza manipuladora, uma caricatura daquilo que seria abdicado em prol dos valores iluministas que se escoariam em seguida no moderno século 19 –  burguês, industrial e científico. Foi por isso também – além do apelo sexual – que sua obra sobreviveu à passagem do tempo. E esse é o mesmo motivo que leva a adaptação global para os anos 1920.

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Do rococó ao Grande Gatsby: à direita, a diabólica Marquesa (Patricia Pillar) cumprimenta Consuelo (Aracy Balabanian numa versão tupiniquim da Madame de Rosemonde) em cena de “Ligações Perigosas” filmada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Foto: Divulgação)

Se na época de Maria Antonieta o tédio causado pela falta do que fazer, os relatos da vida mundana, o emergente jornalismo social e uma certa décadence avec élégance foram o combustível para uma existência pulsada pela devassidão, a modernidade do novo mundo pós-Belle Époque serviu como estopim para uma era nada moralista, com o comprimento das saias subindo aos joelhos, uma sexualidade ambígua, o surgimento do jazz, charleston e do foxtrote, a consolidação do cinema como indústria e a turma mandando ver, cheirando rapé nos badalos.

E, como a televisão brasileira é pródiga em transpor para o audiovisual obras literárias que enfatizam a libertinagem passadas nessa época –  “Gabriela, cravo e canela“, “Rabo de Saia“, “Memórias de um gigolô“, “A Sucessora e O Cravo e a Rosa (uma recriação livre de A Megera Domada“), só para citar algumas –, faz sentido ambientar a narrativa nesse momento, velho conhecido dos telespectadores.

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Patricia Pillar como a Marquesa Isabel D’Ávila de Alencar: o nome é de vilã de novela mexicana e o público até espera por isso, mas a atriz já revela desde o primeiro capítulo a inserção de um mar de nuances na personalidade complexa da protogonista de “Ligações Perigosas” (TV Globo)

No primeiro capítulo exibido na noite desta segunda-feira (4/1), ficou claro tanto o cuidado com a elaborada produção (nenhuma novidade no front ultimamente, em se tratando da Globo digital) quanto a opção do diretor em evocar a sofisticação de uma atmosfera retrô, com destaque para os figurinos femininos de Marília Carneiro. Inclusive, entende-se a bela fotografia enevoada como recurso para amplificar essa sensação, embora a lógica fosse carregar na cor para dar vazão à pulsão erótica e o calor das elucubrações.

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Aracy Balabanian e Selton Mello, tia e sobrinho em “Ligações Perigosas”: cinematografia é bonita, porém, mais enevoada do que precisava (Foto: Divulgação / TV Globo)

A trama, ainda um tanto morna para o que vai acontecer, situa logo de cara Isabel D´Ávila de Alencar como megera naquele padrão televisivo que agrada aos fãs de carteirinha das vilãs Disney. Para interpretá-la, a própria escolha de Patricia Pillar – que já acumula no currículo papeis de mulheres más como a Flora de A Favorita“, a Baronesa de  Lado a Lado e a Angela Mahler de O Rebu –  já evidencia aquilo que está por vir.

Felizmente, a atriz é escolada o suficiente para não cair em roubada e já demonstrou nas entrelinhas que vai apelar mais para a ambiguidade do que para o maniqueísmo de produção latina. Ela roubou o primeiro capítulo, deixando transparecer as nuances que a personagem permite, inclusive quando remete às cenas de flashback para sua versão jovem a cargo de Isabela Santoni, um achado. Tudo indica que Pillar vai impregnar sua Isabel das mesmas nuances que Glenn Close, Jeanne Moreau e Anette Benning nas realizações cinematográficas, colorindo muito mais sua personalidade do que se acomodando na condição de víbora.

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Santinha do pau oco: como a jovem Isabel D’Ávila, Isabela Santoni é pintada com têmporas rodrigueanas, tipo uma Engraçadinha. Licença poética, já que, na obra de Laclos, a personagem adquire a malícia após o casamento forçado com um nobre idoso e seus anos de submissão (Foto: Divulgação / TV Globo)

Se isso acontecer, será um acerto, sobretudo porque nessa adaptação nacional fica claro logo de cara o percurso de sofrimento da protagonista que, ao ter de abdicar da sexualidade latente na tenra idade para se ajustar aos cânones sociais, precisou desenvolver o cinismo e a dissimulação que desembocariam na mulher madura dona de si. Como diz a Marquesa de Glenn Close para Malkovich quase num ímpeto darwiniano de seleção natural: “Era uma menina obrigada a casar com um homem muito mais velho num mundo dominado por eles. Tive de usar o silêncio da submissão e desenvolver o distanciamento para observar e aprender…”

Por isso tudo, ÁS aproveita o ensejo para relacionar as diferentes versões de Ligações Perigosas para o cinema e a televisão, revelando curiosidades. Confira abaixo!

Produção mais celebrada – “Ligações perigosas” (Dangerous Liaisons, de Stephen Frears, Warner Bros. e Lorimar Film Entertainment, 1988):

Era o final dos anos 1980, quintessência do exagero. Por isso mesmo, nada melhor do que quase fechar a década com um filme que sintetiza o crème de la crème do rococó em uma versão para lá de opulenta no turning point de um diretor que vinha de filmes alternativos ingleses (“Minha adorável lavanderia“, “O amor não tem sexo“), mais do que chegado a uma levada over. Ele escalou a atriz mais bonita da década – Michelle Pfeiffer ­– e Glenn Close, que vinha de um recente sucesso com uma vilã detestável em Atração Fatal e que na época rivalizava com Meryl Streep como grande dama do cinema antes de a Academia começar a fritá-la.

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O trio de protagonistas do clássico “Ligações Perigosas”: da esquerda para direita a cerebral Marquesa de Merteuil (Glenn Close), o devasso Visconde de Valmont (Jonh Malkovich) e a puritana – e chatíssima! – Madame de Tourvel (Michelle Pfeiffer, no auge da beleza (Foto: Divulgação)

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Delicinha de literatura: iniciada no prazer pelo Visconde de Valmont (John Malkovich), a antes ingênua Cécile (Uma Thurman) capricha no verbo na hora de escrever as cartas de amor para o namorado (Keanu Reeves) no lombo do amante (Foto: Reprodução)

E cometeu alguns desatinos que, no fundo, não incomodaram o grande público, ao contrário: convocou um ator talentoso, mas com cara de proletário, para viver o nobre amoral, entendiado e chegado a uma vida dissoluta Visconde de Valmont, tornando-o famosos da noite para o dia. O mesmo fez com a girafa Uma Thurman, um tanto velha para o papel de uma pré-adolescente ingênua e o inexpressivo – mas dono de uma pele de pêssego linda – Keanu Reeves para encarnar o idealista professor de música. O resultado improvável se mostrou um acerto: o filme decolou e a carreira de toda essa gente explodiu, à exceção de Pfeiffer que já pertencia ao primeiríssimo time. O longa concorreu a sete Oscars e levou três.

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Cécile de Volanges (Uma Thurman) aprende música e otras cositas más com seu professor Danceny (Keanu Reeves): o dedilhar na harpa aludia a questões subliminares como a manipulação do clitóris (Foto: Reprodução)

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Muito antes de “Matrix”: a partir de meados dos anos 1990, Keanu Reeves se consagraria astro de filmes de ação, mas em “Ligações Perigosas” ele estoura pela seu physique du rôle ainda frágil e adequadíssimo para o longa (Foto: Reprodução)

Entre as curiosidades, a presença do cantor lírico cearense Paulo Abel do Nascimento, uma das vozes mais poderosas do bel-canto nos 1980/1990 e que rouxinava com tessitura infantil que se assemelhava à sonoridade dos castrati. Daí sua participação no filme, embora o rapaz jamais tenha perdido um milímetro sequer dos testículos.

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Do Ceará para a corte francesa: brasileiro que participa de “Ligações Perigosas”, Paulo Abel do Nascimento se destaca com um talento do bel-canto em cena palaciana (Foto: Reprodução)

Versão mais próxima do original e mais luxuosa – “Valmont – Uma História de Seduções” (Valmont, de Milos Forman, Ren Productions e outros, 1989):

Quatro anos após a enxurrada de Oscars que seu longa anterior arrabatou (“Amadeus“, nove de um total de 11 indicações), o premiado diretor tcheco resolveu enveredar por outra trama barroca e disputou com Frears a pole position no lançamento desta outra versão cinematográfica de “Ligações Perigosas”. Perdeu a corrida, possivelmente pelo apuro de sua direção de arte e figurino, mais caprichados. Nessa produção, ele lançou nos papeis principais uma Anette Benning quase novata e um Colin Firth antes do estrelato, com apenas cinco filmes no currículo.

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Banheira safadinha: o visconde (Colin Firth) tenta seduzir a Marquesa (Anette Benning) enquanto procura uma desculpa para tentar achar o sabonete em “Valmont – uma história de seduções” (Foto: Reprodução)

E para viver a atormentada Madame de Tourvel Forman apostou na hoje sumida Meg Tilly, que não tinha a beleza de Michelle Pfeiffer, mas compensava com doçura e frescor juvenil, com aparência mais próxima de Marjorie Estiano, que agora incorpora a personagem na nova produção global. Valmont não fez sucesso de público, o qual, depois de receber tão bem a realização anterior, não se interessou em ver a história refilmada em tão curto espaço de tempo.

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Puro arcadismo: ao lado de Anette Benning (Marquesa de Merteuil), a singela Meg Tilly vive a pudica Madame de Tourvel em “Valmont”, produção que abusou da reconstituição histórica (Foto: Reprodução)

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De certa forma, Marjorie Estiano traz na adaptação brasileira de “Ligações Perigosas” a delicadeza de Meg Tilly (Foto: Divulgação / TV Globo)

Contudo, este longa-metragem se aproxima mais da obra literária, sobretudo quando oferece aos espectadores uma Cécile de Volange menininha, na pele de uma atriz adolescente de verdade, Fairuza Balk. E ainda traz um Chevalier Danceny tão garoto quanto, interpretado por Henry Thomas, o protagonista do clássico E.T. O Extraterrestre“.

Do subúrbio estadounidense para o glamour da corte:    

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Vida imita a arte nessa cama sem Madonna: no set de “Valmont”, o diretor Milos Forman tia uma soneca na cama usada como alcova na produção, ao lado de Colin Firth e Meg Tilly (Foto: Reprodução)

A licensiosidade do cinema francês – “Ligações amorosas” (Les liaisons dangereuses, de Roger Vadim, 1959):

O cineasta playboy que carimbou o passaporte de Brigitte BardotCatherine Deneuve e Jane Fonda rumo ao panteão das deusas do erotismo se encarrega dessa versão contemporânea à nouvelle vague que abusa de tintas libertinas, do nu de Jeanne Moreau e usufrui da permissividade que o cinema francês inspirava no público médio. Passado em tempos atuais, o longa contava com um Danceny encarnado pelo então jovem Jean-Louis Trintingnant, hoje um veterano baluarte da Sétima Arte.

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Jazz, cigarros e safadeza: em “Ligações amorosas”, Roger Vadim embala Jeanne Moreau e Gérard Phillipe em atualizações contemporâneas da Marquesa e do Visconde (Foto: Reprodução)

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Toda jazzística, a trilha sonora de “Ligações Amorosas” fez sucesso na época em que John F. Kennedy chegada à Casa Branca  (Foto: Reprodução)

Ricos enfiam o pé na jaca – especialmente para a tevê europeia e em clima de bafão,  “Ligações Perigosas” (Les liaisons dangereuses, de José Dayan, 2003):

Mais de quarenta anos mais tarde, esta minissérie televisiva ambienta a trama no moderno high society parisiense dos anos 1960, inserindo a sucessão de traições e vinganças no universo do grand monde. No trio principal, uma Catherine Deneuve já passada, mas podre de chique, o cínico Rupert Everett em um papel feito à sua imagem e semelhança e Nastassja Kinski, além da grande dama Danielle Darrieux no papel que equivale ao de Aracy Balabanian na nova aposta da Globo.

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Luxo informal: na adaptação para a TV francesa passada nos anos 1960, os protagonistas milionários de “Ligações Perigosas” Catherine Deneuve e Rupert Everett planejam as manipulações sob o calor da lareira (Foto: Divulgação)

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Ligações fashion: nessa minissérie para a TV de 2003, a Marquesa Isabelle de Merteuil (Catherine Deneuve) fuma para afirmar poder,  é podre de chique e investe em aristocráticas luvas para dar pinta no assento traseiro do carrão (Foto: Reprodução)

Uma curiosidade: como Cécile de Volange,  a novaiorquina da gema Leelee Sobieski, de babas como Impacto Profundo“, “A casa de vidro e Nunca fui beijada“. Estranhíssimo…

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Bonequinha de luxo: ao lado de Catherine Deneuve, Leelee Sobieski faz uma Cécile de Volange ao sabor dos early sixties (Foto: Reprodução)

Novela mexicana temperada com “Gossip Girl” – em “Segundas intenções” (Cruel Intentions, de Roger Krumble, Columbia Pictures, 1999), perigosíssimas relações  na Geração Y transformam Laclos em drama adolescente:

Na virada do milênio, a narrativa do autor francês serve de base para esta livre adaptação rejuvenescida, na qual a Marquesa de Merteuil e o Visconde de Valmont são convertidos na dupla de enteados milionários que, além de terem uma relação apimentada, se divertem pervertendo os colegas de um tradicional colégio para ricos. Então na ribalta como a titular da série televisiva teen Buffy, a caça-vampiros“, Sarah Michelle Gellar contracena com um Ryan Philippe pós-Studio 54 nesse longa com cara de soap opera que ainda conta com Reese Whiterspoon como a boazinha que balança a cabeça do playboy ardiloso.

Começando a amadurecer antes de estourar de vez dois anos depois em Legalmente Loira“, Reese engole as cenas junto com a ninfeta Selma Blair, que faz o papel de Cecile. Com uma curiosidade: foi durante as filmagens que Phillipe e Witherspoon se conheceram para valer e engataram um romance que virou casamento e rendeu dois filhos.

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Relações juvenis: em contraponto ao trio da adaptação mais famosa de “Ligações Perigosas”, Reese Whiterspoon, Ryan Philippe e Sarah Michelle Gellar protagonizam uma livre adaptação do livro de Laclos que está mais para “Gossip Girl” do que para as engendrações da corte (Fotos: Divulgação)

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Songa monga: Reese Whiterspoon faz a bobinha apaixonada em “Segundas Intenções” (Cruel Intentions ), mas de tola a moça não tinha nada. Tanto que levou o bonitão Ryan Philippe direto para o altar na vida real (Foto: Divulgação)

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Criado por Denise Wingate, o figurino de “Segundas Intenções” (Cruel Intentions) abusa da moda minimalista em voga no final dos 1990 e apresenta uma coleção de oclões de deixar com inveja editora de moda habituada à primeira fila (Foto: Divulgação)

Entre os fatos pitorescos, o beijo lésbico entre Gellar e Blair ficou conhecido como “lambe-picolé” pela horda de adolescentes que assistiram ao filme. Sabe aquelas lambidinhas de ponta de língua?

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Ai, que loucura! em “Segundas Intenções” (1999) , a inconfiável Kathryn Merteuil (Sarah Michelle Gellar, à dir.) inicia a quieta Cecile (Selma Blair, à esq.) no rala-e-rola (Foto: Divulgação)

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O Jaguar 1956 usado por Sebastian Valmont (Ryan Philippe) em “Cruel Intentions” virou objeto do desejo após a estreia do filme e tem réplicas vendidas que podem alcançar uma bagatela superior a U$S 125 mil (Foto: Reprodução)

Dois hits da trilha sonora de “Segundas Intenções” são marca da virada dos anos 2000: o pop de levada clássica dos open credits Bittersweet Simphony”, do The Verve, e Every you every me“, do Placebo. Ouça abaixo:

Every one every me / Placebo (Reprodução):

Bittersweet Simphony / The Verve (Reprodução):  

Rolinho primavera – Merteuil e Valmont em adaptações ao sabor do Extremo Oriente:

Pródigo em narrativas que versam sobre traição e vingança, o cinema oriental também se rendeu à obra de Choderlos de Laclos. Se o diretor sul-coreano E J-yong verteu a trama para o contexto histórico de Untold Scandal(2003), estrelado pelos astros locais Bae Yong-junLee Mi-Sook, há quase quatro anos era a vez da história ser adaptada de forma mais literal pelo cineasta Jin-ho Hur em seu Dangerous Liaisons“(2012), realização que transporta o enredo para uma Xangai que mistura a tradição chinesa com o art-déco em plenos anos 1930, com a trinca de protagonistas a cargo de Ziyi Zhang, Dong-kun JangCecilia Cheung.

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Ligações perigosas no molho agridoce: em cena, Bae Yong-jun e Lee Mi-Sook, atores que encabeçam “Untold Scandal”, nesta adaptação do cineasta oriental E J-yongo para clássico de Choderlos Laclos (Foto: Divulgação)

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Lee Mi-Sook, a Marquesa de Merteuil de “Untold Scandal”: não se iluda com seu aspecto doce de Madame Butterfly. A vilã é ardida como pimenta ao curry e fria como wasabi (Foto: Divulgação)

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Na mais recente transposição para a Sétima Arte, “Dangerous Liaisons” (2012), do chinês Jin-ho Hur elege a Xangai dos anos 1930 para situar a trama (Foto: Divulgação)

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