Era de se esperar e bastava aguardar o primeiro comentário online. Um assunto tem tomado de assalto a rede mundo afora nos últimos dias: a bunda do robô na nova versão da série Perdidos no Espaço” (Lost in Space), cuja primeira temporada encontra-se disponível na Netflix desde 13 de abril. De fato, chama atenção a forma humanoide do personagem, bem diferente do shape assexuado do original dos anos 1960 e da versão cinematográfica de 1998, Sua aparência marombada,  em sintonia com os tempos atuais de exaltação do corpo masculino, virou puro objeto de fetiche.

Olha o pacotão do nêgo: bunda roliça do robô da nova versão de “Perdidos no Espaço” virou objeto do desejo dos internautas em tweets (Foto: Divulgação)

Na versão século 21 de “Perdidos no Espaço”, o robô permanece como o melhor amigo do caçula Will Robinson. A novidade fica por conta da sua aparência agressiva, de guarda-costas pit bull (Foto: Divulgação)

Alardeada por boa campanha publicitária, inclusive no Brasil, a nova fornada de 10 episódios atualizou a atração televisiva clássica sem perder a essência. E vem recebendo boa aceitação, a começar pelos números: 6,3 milhões de espectadores baixaram o reboot de dez episódios dessa primeira temporada somente nos três primeiros dias de lançamento.

(Foto: Divulgação)

Acreditava-se que as maiores novidades seriam relacionadas ao empoderamento feminino nessa trama espacial criada pelo produtor Irwin Allen a partir do clássico da literatura juvenil A Família Robinson Suíço“, de Johann Rudolf Wyss (1782-1830): dessa vez a chefe do clã de colonizadores espaciais à deriva é a mãe Maureen (Molly Parker), a filha Judy é latina (ao contrário das louras anteriores, a sueca Marta Kristen na atração dos sixties e Heather Graham no longa dos anos noventa) e o vilão Dr. Smith (Jonathan Harris) agora é ela: Dra. Smith (ou June Harris, uma homenagem ao intérprete original), encenada com boas nuances pela experiente Parker Posey (“Café Society”, de Woody Allen).

“Perdidos no Espaço”, 2018: Empoderamento feminino, mais personagens mulheres, interracialidade e representatividade são novidades nesta versão (Foto: Divulgação)

A evolução de um autômato: desde de 1965, quando a série foi criada, o robô-mascote já sofreu várias modificações. Foi estilizado como um eletrodomésticos (esq.), ganhou leitura mangá futurista no cinema (centro) e agora ressurge como um Dwayne Johnson de metal (dir.), Em comum entre todos eles, o bordão “Perigo, Will Robinson” entoado com voz metálica! (Foto: Divulgação)

Pois bem, com todas as inovações, inclusive o tom mais realista aditivado pela experiência tecnológica do cinema digital, nada parece andar fazendo mais bochicho que o aspecto anabolizado do robô, com corpaço digno de um ultimate fight. Minotauro perde. O autômato, criado digitalmente e com a voz de Brian Steele, tem causado polêmica e chovem comentários sobre seu derrière, digno das produtoras de conteúdo pornô gay, como Falcon e BelAmi.

Formato humanoide do robô de “Perdidos no Espaço” anda deixando os fãs ouriçados (Foto: Divulgação)

Neste último final de semana, em matéria publicada no jornal inglês Daily Mail, o jornalista Sebastian Murphy-Bates vaticinou: “Quando veiculou as 10 horas da extasiante ficção científica “Perdidos no Espaço”, a Netflix provavelmente esperava que a internet fosse inundada com comentários positivos sobre os deslumbrantes efeitos especiais. Mas os fãs da nova série desestabilizaram seus criadores [Matt Sazama e Burk Sharpless] sobrecarregando o Twitter com sua atração sexual por um robô. Qualquer esperança de inocência foi arrebatada pela enxurrada de desejo pela máquina no Twitter, com a Netflix finalmente respondendo aos telespectadores: ‘Você vai precisar de Jesus'”.

Quem diria? Robô agora tem sex appeal! (Foto: Reprodução)

Já a manchete do site Digital Spy no dia 2 de maio, assinada por Bea Mitchell, foi além: “Fãs de ‘Perdidos no Espaço’ estão obcecados com o robô sexy da atração. Todos querem um pedaço do hot bot”, fazendo um trocadilho com a abreviação de robô em inglês (bot) e bunda (butt).

 

Os comentários na internet só aumentam. Veja abaixo alguns. Agora, só resta esperar, quem sabe, o robô figurar na lista dos mais sexies de alguma publicação americana, tipo Vanity Fair ou GQ.

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