O cupido com versinhos para a gata da mesa ao lado enviado pelo garçom vira peça de museu, se aparecer algum por aí. Há quem diga até que pegação no barzinho agora tem auxílio de aplicativo, que dá o perfil antes, pela proximidade. Ao que parece, a paquera pela internet já anda mesmo impregnada no nosso DNA. Até os resistentes e avessos a matches e crushes, de uma forma ou de outra, agora utilizam algum aplicativo na hora de programar a “brincadeira” da noite. Afinal, não se iluda ao pensar que aquele “oi sumido” no WhatsApp para o ex escapa de se enquadrar nesta nova forma de abordar afetos nestes novos tempos. E hoje multiplicam-se relatos de que até o Tinder tem andado lotado de vovôs e vovós assanhadinhos da breca. Inspirado por essa pegação cyberculturesca, ÁS resolveu aproveitar que os bonitinhos da peça “Oi, quer teclar?” – que terminam temporada hoje, no Teatro dos Quatro, Rio – agora vão estar livres para navegar nas redes namoradeiras dos aplicativos e, num bate-papo maroto, trocou com a turma o mapa da paquera na internê. Confira abaixo!

Nem Mãe Valéria de Oxóssi é tão eficiente! Da esquerda para a direita, Josie Pessoa, Hugo Moura, Nando Cunha celebram o sucesso da temporada de “Oi, quer teclar?” e entregam ao ÁS as técnicas mais infalíveis para arremessar seu bofe ou gata direto ao seu ninho de amor (Foto: Camila de Paula para Ás na Manga)

Sob o álibi de “rolou um laboratório” para fazer o trabalho, o elenco de “Oi, quer teclar?” se mostrou afinadíssimo com os apps de paquera. Já pensou encontrar o boy da Deborah Secco no Tinder? Isso mesmo, Hugo Moura, interpretou o verdadeiro príncipe encantado achado no aplicativo pela louraça belzebu que é personagem de Josie Pessoa. Ele afirma que rolaram umas conversas de laboratório, mas, é claro, tudo ficou pelas teias da web: “Ah, a gente pesquisou, apurou, exercitou, né? Tem que fazer trabalho de campo para construir personagem”, dispara.

E para quem vai correr para achar o perfil do gato é melhor esquecer, pois já foi muito bem fisgado, se chegasse um pouco antes, talvez: “Quando eu era solteiro usava e tinha um bom material, viu?!”, revela o gato com o sotaque delicinha de surfista baiano. Ui!

Josie Pessoa e Nando Cunha: globetes em cartaz na peça “Oi, quer teclar?” se revelam usuários calibrados pela vida nos apps de pegação, e confessam suas artimanhas mais sedutoras (Foto: Reprodução)

Com visual louraça de arrasar, a atriz Josie Pessoa, se mostra low profile nos apps, mas despista pondo a culpa no irmão: “Aprendi tudo com ele”. E continua entregando o pobre moço: “Meu irmão, que namora há dois anos, conheceu a namorada lá mesmo. Tá cheio de amor verdadeiro com final feliz na internet, gente!”, estimula.

Boca a boca: Deborah Secco se entrsaga de corpo e alma ao amado Hugo Moura, no elenco de “Oi, quer teclar?”. Não se sabe até que ponto o romance entre os dois teve desdobramentosnos aplicativos de azaração (Foto: Reprodução)

A loura diz que é quase impossível ser hard user de app de paquera depois de fazer uma novela global, pois as pessoas não acreditam nunca que ela seria ela mesma. Mas, adorou da dica do parceiro de palco Nando Cunha, o “Pescoço”, que faz o papel de um gay que não consegue desencalhar na peça: “Usa um fake, ou só um nudezinho sem rosto. Vai geral falar com você de olho no corpão”, brinca.

Joias, uma tolha e pele de pêssego: divertidíssima atriz e miss controversa, a bonitona Sheislane Hayalla sabe o que precisa ser feito para emitir uma passagem só de ida para um bofe de um aplicativo aterrissar no seu leito de amor (Foto: Reprodução)

Mas, quem dá a dica mais infalível mesmo é a destemida e desbravadora Sheislane Hayalla, que faz a rival da personagem de Josie na peça e ficou conhecida como a “rainha dos memes” depois de meter a mão na coroa da vencedora do concurso Miss Amazonas, em 2015, na marra e em protesto, alegando que o concurso era marmelada. Morena jambo dos lábios de mel, tipo Iracema, a femme fatale é adepta da ação quando a ideia for o boy certo da sua vida. “Podem salvar os noivos e casados. Fora isso, se for o bofe certo, arranca mesmo de onde for e pega! Pega o que é teu, bonita!”, lança a manauense com ímpeto de quem segura homem agarrando as partes íntimas no muque.

Sheislene, rainha manauara do même: após protestar contra o resultado do Miss Amazonas 2015, a morenacha ganhou notoriedade nacional e virou forte concorrente de Inês Brasil, Gretchen e Vera Fischer a protagonista número 1 de vinhetas inesquecíveis nas mídias sociais (Foto: Reprodução)

Ela dá uma dica infalível: “Quando estiver no barzinho, baixa aqueles aplicativos que mostram os perfis por proximidade. Antes da abordagem inicial, dá para olhar o profile do boy e ficar por dentro”, ensina com ares de quem entende do riscado.

Inspirados neste nada novo hábito, o autor de “Oi, quer teclar?”, Diogo Franco, e o diretor Thiago Greco abusaram de improvisos, memes de internet e o infalível humor gay para arrancar risadas das 3 mil pessoas que passaram pela platéia. A dupla aposta que a paquera na internet é mesmo a evolução do bilhetinho, espécie torpedo digital sem intermédio de garçom, mas muito mais intrépido, já que na net todo mundo tem coragem: “No aplicativo tem um filtro mínimo, tem edição, você ode dar uma pausa para pensar no que vai escrever. No barzinho, você já tomou todas e escolhe embaçado e no ímpeto”, teoriza Diogo enaltecendo o maior mérito da peça: fazer pessoas ficarem mais de uma hora prestando atenção no palco, sem mexer no celular. “Que hoje em dia, convenhamos, é raridade!”, alfineta Thiago aos risos…

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