Enquanto plataforma que fomenta o mercado, através de uma salão de negócios que apresenta as coleções da próxima estação aos atacadistas e de um outlet pronto para queimar estoques no varejo, o Veste Rio consagrou nesta terceira edição a fórmula de turbinar a feira oferecendo ao público alguns desfiles. Faz sentido. Pelo seu caráter espetacular, a passarela é sempre ótima vitrine, e seu burburinho ajuda a consolidar um evento de tino comercial, como já acontece há dez anos no Minas Trend. ÁS torce para que se estabeleça a estrutura dos desfiles (ainda muito tímida), dentro dessa proposta. Agora, seis marcas de beachwear apresentaram suas coleções resort (leia aqui), enquanto o desfile de novos talentos – sucesso em outubro – retornou ao line up.

Dez novos criadores mostraram suas coleções verão 18 ao público na passarela montada na promenade do Armazém Número 3, com vista para a Baía de Guanabara. Visual deslumbrante, apesar do efeito estufa. Entre os destaques, a Haight (confira aqui), que investe numa moda praia bacanuda, a Handred (veja aqui), que continua se afirmando como boa opção para o homem casual moderno, e Lucas Barros (leia mais), com seu estilo nada regional, direto de Alagoas para o mundo.

Augustana na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Grata surpresa, a Augustana oferece uma moda feminina descomplicada e soltinha. Com um quê de anos oitenta/noventa, as montagens lembram um tiquinho o estilo de alguém que deixou saudade na moda carioca: Andrea Saletto, com sua Permanente. E, antes que algum apressadinho resolva abrir a boca e dizer que é cópia, nada disso! É boa roupa sincera de quem apenas bebe da fonte de uma outra época, que cai como uma luva nos tempos atuais.

São pontos fortes os jogos de azul, branco e off-white, os prints de  maxi bolas gestuais, as calças e macacões larguinhos e a possibilidade de optar entre peças soltas ou cinturadas. E o duo de camisa de manguinha curta e saia-pareô é bem fofa. Sim, a grife de Carolina Jappour e Natalia Paz é mesmo uma graça!

Augustana na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Augustana na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Augustana na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Augustana na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Augustana na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Augustana na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Augustana na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Augustana na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Augustana na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Outra dupla de estilistas – Lu Gerodetti e Kelly Becker – já havia causado boa impressão no Veste Rio de outubro com sua GA’U. Agora, elas voltam à passarela ainda mais afiadas com uma coleção que contrapõe fluidez & transparência com peças espessas, mais armadas. Entre o atemporal, o artesanal e hits da hora (como manguinhas bufantes de princesinha seventies), os looks brincam com uma pitada étnica em sobreposições que têm como base uma releitura do exotismo oriental, proposital ou não.

GA’U na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

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GA’U na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

GA’U na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

GA’U na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

GA’U na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

GA’U na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

GA’U na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

GA’U na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

A Wymann estreou com o pé direito. À primeira vista, impressiona a cartela de cores sucinta, mas equilibradíssima, coisa de gente grande: preto contrasta com tonalidades quentes como vermelho, coral, mostarda e um rosê quase carne, com direito à presença pontual de um ótimo verde para refrescar. Mas, olhando detalhadamente, impossível não tirar o chapéu para a contraposição dos tops secos aos bottoms soltos, assim como os arremates: amarrações com pontas soltas, cintura clochard e pitadas de assimetria. Com boa possibilidade de pegar, a marca de Raquel Wymann ainda mandou ver no styling com levada indiana, numa pegada eighties.

Wymann na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Wymann na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Wymann na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

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Wymann na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Wymann na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Wymann na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Wymann na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Wymann na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Wymann na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Wymann na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

A Modem curte mesmo um estilo estruturado, com peças mais armadas que flertam com a alfaiataria na contramão das outras marcas desfiladas. Isso é bom e o bacana de um evento de moda é ser plural. A questão é que, no frigir dos ovos, o resultado acaba ficando um pouco “duro” na passarela, porque fazem falta as peças fluidas que dariam o contraponto nos looks, com os vestidinhos mais soltos insuficientes para imprimir a quebrada. Talvez não seja a coleção (e isso pode ser depois conferido nas araras da marca no salão de negócios), mas coisa mesmo da edição.

No final, o conjunto – um pout-pourri que não permitiu vislumbrar o conceito – fica com mais com cara de look de showroom do que de passarela. E, afinal de contas, mesmo num evento cujo objetivo é vender, vender e vender, um pouquinho de delírio para arrebatar o público não é nada mal. Todavia, são louváveis as assimetrias nas saias, palas que dobram, etc, embora as peças em verniz careçam de ajustes na modelagem…

Modem na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Modem na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Modem na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Modem na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Modem na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Modem na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Modem na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Modem na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Modem na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Modem na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Modem na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Ana Voss viajou no barroco mineiro para a nova coleção da Mocha. Nesta epifania religiosa fashion, a estilista procura do óbvio, usando como inspiração menos o trabalho de mestres tipo Aleijadinho e mais um estudo a partir da vestimenta dos santos. No fim, ela chega até as onipresentes estampas de folhagem, hoje um bate-caixa. E se sai melhor nas peças co grafismos e P&B e nos looks brancos, em especial aqueles que trazem bolinhas aplicadas. Aliás, as flats cobertas com as tais bolinhas são o que há!

Mocha na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Mocha na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Mocha na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Mocha na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Mocha na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Mocha na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Mocha na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Mocha na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Mocha na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Mocha na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

De Brasília, Luisa Farani ainda precisa comer feijão. A moça pode até ter potencial, mas precisa desenvolver melhor sua modelagem, caprichar na pesquisa de materiais  e mostrar mais coerência na edição de moda, já que a coleção desfilada com 20 looks começou de um jeito e acabou de outro. Nesse caso, isso não revela nem versatilidade, nem um sortimento variado. Ela se sai melhor na série inicial de tops metalizados com vestidos e bottoms pretos que nos looks fluidos em flamingo do final. É como a própria ave que dá nome à cor: se não come os tais crustáceos que deixam as penas em rosado-alarajando, a revoada fica chocha. Faltou “crustáceo” para dar sustância ao conjunto da obra de Luisa. No geral, vestidinhos e saias lindos de usar na vida, mas tão déjá vu quanto núcleo de comunidade em novela.

Luisa Farani na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Luisa Farani na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Luisa Farani na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Luisa Farani na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Luisa Farani na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Luisa Farani na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Luisa Farani na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Luisa Farani na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Luisa Farani na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Luisa Farani na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Luisa Farani na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

Difícil falar da The Paradise sem cair no lugar comum. É chover no molhado dizer que os rapazes são ótimos, que as estampas são inspiradíssimas e que a fluidez dos modelos é única no eterno flerte de Patrick Döering e Thomaz Azulay com o étnico-barroco e os anos 1980. Entre prints de lustres, folhagens, florões, xadrezes e até um Netuno faceiro com tridente em riste, dessa vez a coleção não trouxe nada absolutamente novo, nem precisa: vale mostrar a solidez do trabalho da dupla enquanto criadores de uma moda autoral inconfundível. Com um detalhe: esta quarta coleção parece agora um pouco mais comercial, o que pode indicar o desejo de a grife alçar novos voos. Leia mais sobre a nova coleção da Paradise aqui.

The Paradise na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

The Paradise na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

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The Paradise na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

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The Paradise na 3ª edição do Veste Rio – verão 2018 /(Foto : Zé Takahashi/ FOTOSITE / Divulgação)

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